terça-feira, 25 de novembro de 2008

Meu primeiro relato

O post dessa vez é um relato meu. Na verdade, meu primeiro relato. Comecei no Budismo de Nitiren Daishonin em Fevereiro de 2008. As minhas primeiras reuniões foram num bloco na Barra da Tijuca, RJ. Baseado no que se falava nas reuniões, comecei no estudo dessa filosofia maravilhosa, pois eram muitas perguntas no início.
Tive a sorte do Luciano, instigar o meu espirito de procura e me alimentar com muitos textos.
Meu relato, na verdade é em 2 partes, antes do Gohonzon e depois.
Junto com o estudo, comecei a praticar firme e regularmente. Fazia todos os dias Daimoku pela manhã e pela noite, olhando para um ponto na parede. Não sabia ainda qual era a liturgia, o que era Gongyo ou Sancho. Eu sabia que tinha de repetir Nam myoho rengue kyo sem parar, e era o que eu fazia.
A minha primeira determinação foi algo meio inconsciente. Eu sou skatista das antigas, um dos precurssores no Brasil e trabalho com skate na TV ha mais de 20 anos. No ano passado fui para os Estados Unidos gravar alguns campeonatos em pistas de skate, e me chamou a atenção como estava crescendo a categoria chamada Old School ou Masters com os skatistas mais velhos, muitos com mais de 40 anos de idade. No Brasil a coisa do Old School também já estava acontecendo e desejei poder estar dentro de alguma maneira. Olha que me chega um email do editor de uma revista de Skate que queria fazer uma matéria comigo para uma edição especial sobre Old School, só com skatistas com mais de 30 anos!!! Eu disse que tinha mais de 50! "Mas você tem de fazer parte da revista, pois você é parte da história do skate nacional e tal..." foi a resposta. É claro que topei, né? Fiz a entrevista e as fotos. Foi muito legal, pois tinha tempo que eu não fotografava. Ainda não havia ligado isso ao Daimoku, eu só tinha ido a umas 3/4 reuniões na casa Ana. O bloco logo se multiplicou e eu acabei indo para o recém formado Bloco Mandala, também na Barra.
Foi lá que a Monica me deu o livrinho com o Gongyo. Aprendi a liturgia completa e comecei a recitar em casa além do Daimoku, também o Gongyo todos os dias pela manhã e à noite. Num belo dia chega um email de um outro amigo que trabalhava na mesma revista que tinha me entrevistado e me diz assim: "se liga mané, vc é a nova capa da SKT! Parabéns!" Foi aí que a ficha caiu!



Depois dessa rapidinho fui receber o meu Gohonzon, que aconteceu no dia 22 de maio de 2008!
Aí vem a segunda a parte do relato.
Ia acontecer um campeonato de Old School no Rio Grande do Sul numa pista de skate nova, no tipo de terreno que eu gosto de andar. Eu estava numa maré de pouco dinheiro mas queria de qualquer maneira participar desse evento. Então eu sentei em frente ao Gohonzon e determinei: "Vou prá esse campeonato e de graça, sem gastar nada." E atacava de Nam myoho rengue kyo direto, só desafiando, "eu vou, e vou de graça sem gastar nada." Numa troca de emails entre o pessoal que ia correr o campeonato começou a surgir uma tal "vaquinha" pra trazer o Cesinha" pois sendo eu o mais velho tinha de estar lá e coisa e tal. Bom... E eu só no Daimoku. "Vai dar certo!" Nam myoho rengue kyo. Um dia, recebo um email de um amigo que não tinha notícias há mais de uma década, dizendo: "Cesinha véio, o alemão pagou prá tu vires .... anota o número do PTA!!!" Aí foi tudo show! Corri o campeonato, fiquei em 11º, deixando 13 jovens para trás. Ainda falei de budismo para algumas pessoas, duas delas já são chakubukus meus, um em São Paulo e outro em Santa Catarina.
Para quem tiver curiosidade de ver como foi esse campeonato, aqui tem um link para um programa que passou na ESPN.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Daimoku Last Detail

Aqui tem um MP3 novo, que eu montei de um pedaço do filme The Last Detail, de 1973, com Jack Nicholson, Otis Young e Randy Quaid.
Peguei o clip da cena da reunião onde o pessoal entoa o Daimoku e transformei num loop de 15 minutos!

Para ouvir/Baixar é só clicar aqui. Para baixar, click em "Download mp3", espere carregar e salve com o botão direito do mouse.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Os Dez Fatores da Vida

"A cada momento nossas vidas se expressam através do que o Budismo descreve como os Dez Mundos, que funciona como um filme projetando imagens quadro a quadro.
Os Dez Mundos são os Dez Estados de Existência
Inferno
Fome
Animalidade
Ira
Tranqüilidade
Alegria
Erudição
Absorção
Bodhisattva
Buda.
Outra série de dez - Dez Fatores, descreve o funcionamento de nossas vidas dentro do contexto dos Dez Mundos e como nós manifestamos as mudanças de um momento para outro.


Os Dez Fatores são descritos no 2º Capítulo do Sutra de Lótus, onde o Buda Sakyamuni revela a Sharihotsu:
"A verdadeira entidade de todos os fenômenos somente pode ser compreendida e partilhada entre os Budas. Essa realidade consiste de aparência, natureza, entidade, poder, influência, causa interna, relação, efeito latente, efeito manifesto e consistência do início ao fim."
É a parte final do capítulo Hoben que repetimos por 3 vezes no Gongyo da manhã e da noite:
Nyo-ze-so - Aparência
Nyo-ze-sho - Natureza
Nyo-ze-tai - Entidade
Nyo-ze-riki - Poder
Nyo-ze-sa - Influência
Nyo-ze-in - Causa Interna
Nyo-ze-en - Relação
Nyo-ze-ka - Efeito Latente
Nyo-ze-ho - Efeito Manifesto
Nyo-ze-hon-ma-ku-kyo-to - Consistência do início ao fim.
Os 3 primeiros fatores - Aparência, Natureza e Entidade constituem a própria vida em si.
Aparência descreve o visível, o aspecto exterior de tudo, como nossa expressão facial e comportamento. Aparência representa os aspectos físicos ou materiais da vida.
Natureza é a parte invisível, as qualidades internas e tendências da vida, como por exemplo nosso ânimo e carácter. Natureza portanto representa os aspectos espirituais da vida.
Entidade significa a vida por inteiro ou a própria essência da vida, onde os aspectos materiais e o espirituais são manifestados.
O resto dos dez fatores descrevem o funcionamento da vida e suas características.
Poder é a capacidade latente da vida.
Quando esse poder latente se manifesta, é chamado de Influência.
Causa Interna ou Causa Inerente se refere às nossas orientações cármicas ou tendências formadas pelas nossas ações passadas, isto é, nossos pensamentos, palavras e ações. Se relaciona às causas internas ou carmas ativos no momento que nós exercemos Influência no nosso ambiente.
Relação é como nos lidamos com circunstâncias externas, através da qual a Causa Interna se manifesta. Neste sentido Relação pode ser vista como causa externa.
Efeito Latente é resultado simultâneo na vida de alguém, quando a Causa Interna age em Relação a um evento externo. Entretanto, o Efeito Latente ainda não é manifestado.
Quando um Efeito Latente se torna visível, é chamado de Efeito Manifesto. Ou seja, o Efeito Manifesto ocorre pois a Causa Interna, Relação e Efeito Latente juntos constituem uma causa.
Consistência do início ao fim significa que Aparência, Natureza, Entidade, Poder, Influência, Causa Interna, Relação, Efeito Latente e Efeito Manifesto expressa a condição da vida em qualquer momento em particular.


Por exemplo, quando um médico diz ao um paciente que ele tem uma doença muito séria, o desespero pode ocorrer. O paciente pode ficar pálido (Aparência), e ele pode se sentir depressivo (Natureza). O corpo e a mente, na sua existência completa (Entidade) expressa um estado de sofrimento. Assim suas emoções oscilam (Poder) fazendo ele entrar (Influência) no Estado de Inferno . Este condição pode ser explicada da seguinte maneira: Depois de ouvir o diagnóstico (Relação) o medo de doenças (Causa Interna) desenvolvido através de experiências passadas, vem à tona. O medo latente do paciente surge e ele se sente sem esperanças (Efeito Latente). Se torna ansioso, começa a suar frio e a respirar pesadamente (Efeito Manifesto). Assim que ele ouviu a desafortunada notícia sobre a sua saúde, todos os aspectos de seu inteiro ser manifestaram consistentemente o estado de Inferno (Consistência do início ao fim).
Mas se o mesmo paciente receber a notícia que a doença que ele tem não é nada de grave, ele deve experimentar o estado de Alegria.
O estado ou condição de vida que manifestamos em cada momento determina como nos relacionamos com o nosso ambiente. Num nível profundo, não é o nosso ambiente ou circunstâncias externas que determinam nosso estado de vida, mas a natureza da nossa relação com o nosso ambiente.
O Dez Mundos são potencialidades dentro de cada um de nós.
Como experimentamos o mundo, entretanto, é extremamente variável de pessoa para pessoa.
De acordo com o Budismo, como nos relacionamos com o ambiente não depende apenas como vivemos nessa vida, mas também como temos vivido nas nossas vidas passadas.
Nossas orientações cármicas de ações passadas, os nossos hábitos diários, constituem as causas inerentes.
Assim nós as vezes reagimos automaticamente, positivamente ou negativamente, a estímulos do nosso ambiente.
Nossas reações ao nosso ambiente na maioria das vezes vão além do controle consciente ou mesmo da compreeensão intelectual. É difícil de explicar porquê detestamos alguns animais ou insetos ou nos sentimos atraídos ou repelidos por certas pessoas.
O conceito dos Dez Fatores portanto, nos ensina a importância de desenvolvermos bons hábitos cármicos em nossas vidas para que possamos consistentemente ter Relações positivas com os acontecimentos no nosso ambiente, independente de qual sejam.
Não importa quão adversa a situação possa estar, se nossas tendências cármicas estão firmemente sustentadas pelos estados de Bodhisattva ou Buda, podemos transformar qualquer obstáculo em crescimento pessoal.
Sem tal embasamento, nós tendemos a reagir negativamente à situações negativas, causando assim mais confusão e sofrimento em nós mesmos e em outras pessoas.
A nossa prática Budista, recitar o Gongyo e Daimoku todos os dias pela manhã e ao anoitecer, e encorajar outros a adotarem também a prática, é a chave para o desenvolvimento de hábitos felizes ou "causas inerentes" e a solidificação dos estados de Bodhisattva e Buda.
Nam myoho renge kyo."
Texto compilado de matérias de estudo do Bloco Mandala, da BSGI, Barra, RJ - livro Fundamentos do Budismo - 2004

domingo, 3 de agosto de 2008

O Gongyo e a sua tradução

Desde que comecei a fazer o Gongyo, sempre tive curiosidade em saber o que estava recitando. Foi assim que acabei fazendo, junto com o Bruno Padilha, uma gravação com a narração de todo o Gongyo traduzido para o português. A tradução foi retirada do livro "Sutra de Lótus, Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo" de Daisaku Ikeda. Mas eu queria mesmo era um livrinho com a pronúncia do Gongyo com a respectiva tradução, frase por frase, linha por linha... ou quase já que a tradução dos caracteres chineses é bem ampla. Na internet cheguei a encontrar algumas versões, para o Inglês, italiano e até japonês, mas nada na nossa língua. Assim resolvi eu mesmo tomar iniciativa. Para começar, montei a tradução ao lado do Gongyo original, em chinês.
Com vocês... o Gongyo e a sua tradução. Bom proveito!



"Myoho-renge-kyo — Sutra do Lótus
Ho-ben-pon-dai-ni — Capítulo Hoben (Meios)
Niji sesson — Nesse momento
Ju sanmai — o Buda levantou-se
Anjo ni ki — serenamente de sua meditação
Go shari-hotsu — e dirigiu-se a Sharihotsu, dizendo:
Sho-bu-ti-e — "A sabedoria dos budas.
Jinjin muryo — é infinitamente profunda e imensurável.
Go ti-e mon — O portal dessa sabedoria é difícil de compreender
Nangue nannyu — e de transpor.
Issai shomon — Nenhum dos homens de erudição
Hyaku-shi-butsu — ou de absorção
Sho-fu-no-ti — é capaz de compreendê-la."
Sho-i-sha-ga — Qual é a razão disso?
Butsu-zo-shingon —Um buda é aquele que serviu a centenas
Hyaku-sen-man-noku — a milhares, a dezenas de milhares,
Mushu-sho-butsu — a incontáveis budas
Jin-gyo-sho-butsu — e executou um número incalculável de práticas religiosas.
Muryo-doho — Ele empenha-se corajosa e ininterruptamente
Yumyo-shojin — e seu nome é universalmente conhecido.
Myosho-fu-mon — Um Buda é aquele que compreendeu a Lei insondável
Joju-jinjin — e nunca antes revelada,
Mi-zo-u ho — pregando-a de acordo
Zui-gui-sho-setsu — com a capacidade das pessoas,
Ishu-nangue — ainda que seja difícil compreender a sua intenção.
Shari-hotsu — Sharihotsu
Go-jo-ju-butsu-i-rai — desde que atingi a iluminação
Shu-juin nen — tenho exposto meus ensinos
Shu-ju-hi-yu — utilizando várias histórias sobre relações causais,
Ko-en-gon-kyo — parábolas e inúmeros meios
Mu shu-ho-ben — para conduzir as pessoas
In-do-shu-jo — e fazer com que renunciem
Ryo-ri-sho-jaku — aos seus apegos a desejos mundanos.
Sho-isha-ga — Qual a razão disso?
Nyo-rai-ho-ben —A razão está no fato de o Buda
Ti-ken-ha-ra-mitsu — ser plenamente dotado dos meios
Kai-i-gu-soku — e do paramita da sabedoria.
Shari-hotsu — Sharihotsu,
Nyo-rai-ti-ken — a sabedoria do Buda
Ko-dai-jin-non — é ampla e profunda.
Mu-ryo-mu-gue — Ele é dotado de imensurável benevolência,
Riki-mu-sho-i— ilimitada eloqüência,
Zen-jo - poder,
Ge-da - coragem,
San-mai — concentração,
Jin-myu-mu-sai — liberdade e samadhis (meditação),
Jo-ju-i-sai - aprofundou-se no reino do insondável
Mi-zo-u-ho — e despertou para a Lei nunca antes revelada.
Shari-hotsu — Sharihotsu,
Nyo-rai-no — o Buda é aquele
Shu-ju-fun-betsu — e que sabe como discernir
Gyo-se-sho-ho — e expor os ensinos habilmente.
Gon-jin-nyu-nan — Suas palavras são ternas e gentis
E-ka-shu-shin — e podem alegrar o coração das pessoas.
Shari-hotsu — Sharihotsu,
Shu-yo-gon-shi — em síntese, o Buda compreendeu
Mu-ryo-mu-hen — perfeitamente a Lei ilimitada,
Mi-zo-u-ho — infinita
Bu-shitsu-jo-ju — e nunca antes revelada.
Shi shari-hotsu — Chega, Sharihotsu!
Fu-shu-bu-setsu — Não vou mais continuar pregando
Sho-i-sha-ga — Por quê?
Bu-sho-jo-ju — Porque a Lei que o Buda revelou
Dai-iti-ke-u — é a mais rara
Nan-gue-shi-ho — e a mais difícil de compreender.
Yui-butsu-yo-butsu — A essência real de todos os fenômenos
Nai-no-ku-jin — somente pode ser compreendida e partilhada entre os budas.
Sho-ho-ji-so — Essa realidade
Sho-isho-ho — consiste de:
Nyo-ze-so — aparência,
Nyo-ze-sho — natureza,
Nyo-ze-tai — entidade,
Nyo-ze-riki — poder,
Nyo-ze-sa — influência,
Nyo-ze-in — causa interna,
Nyo-ze-en — relação
Nyo-ze-ka — efeito latente,
Nyo-ze-ho — efeito manifesto
Nyo-ze-hon-ma-ku-kyo-to — e consistência do início ao fim.


Myo-ho-renge-kyo — Sutra do Lótus 
Nyo-rai-ju-ryo-hon, dai-ju-roku — Jigague, trecho do capítulo Juryo - revelação da vida eterna do buda
Ji-ga-toku-bu-rai — Desde que atingi o estado de Buda,
Sho-kyo-sho-ko-shu — infindáveis Kalpas
Mu-ryo-hyaku-sen-man — transcorreram.
Oku-sai-a-so-gui — Constantemente
Jo-se-po-kyo-ke — venho pregando, ensinando e propagando
Mu-shu-oku-shu-jo — a Lei a milhares de seres vivos,
Ryo-nyu-o-butsu-do — fazendo com que entrem no Caminho do Buda,
Ni-rai-mu-ryo-ko — e tudo isso durante intermináveis kalpas
I-do-shu-jo-ko — Como um meio hábil,
Ho-ben-guen-ne-han — aparento entrar no nirvana para salvar todas as pessoas.
Ni-jitsu-fu-metsu-do — Mas, na realidade, não entro em extinção.
Jo-ju-shi-se-po — Sempre estou aqui ensinando a Lei.
Ga-jo-ju-o-shi — Sempre estou aqui.
I-sho-jin-zu-riki — Porém, devido ao meu poder místico
Ryo-ten-do-shu-jo — as pessoas de mente distorcida não conseguem me ver
Sui-gon-ni-fu-ken — mesmo quando estou bem perto delas.
Shu-ken-ga-metsu-do — Quando essa multidão de seres vê que entrei no nirvana,
Ko-ku-yo-sha-ri — consagra muitas oferendas às minhas relíquias.
Guen-kai-e-ren-bo — Todos abrigam o desejo único e ardente de contemplar-me.
Ni-sho-katsu-go-shin — Quando esses seres realmente se tornam fiéis,
Shu-jo-ki-shin-buku — honestos, justos e de propósitos pacíficos,
Shiti-jiki-i-nyu-nan — quando ver o Buda é o seu único pensamento,
I-shin-yo-ken-butsu — não hesitando mesmo que isso custe a própria vida,
Fu-ji-shaku-shin-myo — então, eu apareço 
Ji-ga-gyu-shu-so — junto à assembléia de discípulos
Ku-shutsu-ryo-ju-sen — sobre o Sagrado Pico da Águia.
Ga-ji-go-shu-jo — Nesse momento, digo à multidão de seres:
Jo-zai-shi-fu-metsu — eu sempre estou aqui, jamais entro em extinção..
I-ho-ben-ri-ko — No entanto, como um meio hábil,
Guen-u-metsu-fu-metsu — algumas vezes aparento entrar no nirvana.
Yo-koku-u-shu-jo — E outras vezes, não.
Ku-gyo-shin-gyo-sha — Quando em outras terras há seres
Ga-bu-o-hi tyu — que desejam respeitosa e sinceramente crer
I-setsu-mu-jo-ho — então eu também, junto a eles, pregarei esta Lei insuperável.
Nyo-to-fu-mon-shi — Porém, não compreendendo minhas palavras,
Tan-ni-ga-metsu-do — todos aqui insistem em pensar que eu morri.
Ga-ken-sho-shu-jo — Quando vejo os seres afogados
Motsu-zai-o-ku-kai — em um mar de sofrimentos
Ko-fu-I-guen-shin — eu não me exponho,
Ryo-go-sho-katsu-go — para dessa forma fazer com que anseiem contemplar-me.
In-go-shin-ren-bo — Então, quando seu coração se enche de ansiedade,
Nai-shitsu-i-se-po — finalmente apareço e ensino a Lei para eles.
Jin-zu-riki-nyo-ze — Assim são meus poderes místicos.
O-a-so-gi-ko — Por infinitas kalpas,
Jo-zai-ryo-ju-sen — sempre estive no Pico da Águia e em muitos outros lugares.
Gyu-yo-sho-ju-sho — Enquanto os seres presenciam
Shu-jo-ken-ko-jin — o final de um kalpa
Dai-ka-sho-sho-ji — e tudo é consumido em chamas
Ga-shi-do-an-non — esta minha terra
Ten-nin-jo-ju-man — permanece segura e tranqüila
On-rin-sho-do-kaku — sempre cheia de seres humanos e seres celestiais.
Shu-ju-ho-sho-gon — Vários tipos de gemas adornam
Ho-ju-ta-ke-ka — seus corredores e pavilhões, jardins e bosques
Shu-ju-sho-yu-raku — Árvores preciosas dão flores e frutos em profusão,
Sho-ten-gyaku-ten-ku — sob as quais os seres vivem felizes e tranqüilos.
Jo- sa-shu-gui-gaku — As divindades fazem repicar os tambores celestiais interpretando,-
U-man-da-ra-ke — sem cessar, a música mais diversa. Uma chuva de flores de mandara cai
San-butsu-gyu-dai-shu — espalhando suas pétalas sobre o Buda e a grande assembléia.
Ga-jo-do-fu-ki — Minha terra pura é indestrutível,
Ni-shu-ken-sho-jin — porém, a multidão a vê
U-fu-sho-ku-no — consumir-se em chamas,
Nyo-ze-shitsu-ju-man — mergulhada em sofrimentos, angústia e temor.
Ze-sho-zai-shu-jo — Esses seres, devido a suas várias ofensas e causas
I-aku-go-in-nen — provenientes de suas más ações,
Ka-a-so-gi-ko — passam infinitas kalpas
Fu-mon-san-bo-myo — sem escutar o nome dos três tesouros.
Sho-u -hu-ku-doku — Mas os que praticam os caminhos meritórios,
Nyu-wa-shiti-jiki-sha — que são nobres e pacíficos, corretos e sinceros,
So-kai-ken-ga-shin — todos me vêem aqui em pessoa,
Zai-shi-ni-se-po — ensinando a Lei.
Waku-ji-i-shi-shu — Às vezes para essa multidão exponho
Setsu-butsu-ju-mu-ryo — que a duração da vida do Buda é imensurável;
Ku-nai-ken-bu-sha — e para aqueles que o vêem somente após um longo tempo
I-setsu-butsu-nan-ti — exponho o quanto é difícil encontrar-se com ele.
Ga-ti-riki-nyo-ze — O poder de minha sabedoria é tamanho
E-ko-sho-mu-ryo — que seus raios iluminam o infinito.
Ju-myo-mu-shu-ko — Minha vida, extensa como incontáveis kalpas,
Ku-shu-go-sho-toku — resulta de uma prática muito longa.
Nyo-to-u-ti-sha — Homens de sabedoria,
Mo-to-shi-sho-gui — não abriguem nenhuma dúvida sobre isso!
To-dan-ryo-yo-jin — Livrem-se das dúvidas definitivamente,
Butsu-go-ji-pu-ko — pois as palavras do Buda são sempre verdadeiras, nunca falsas.
Nyo-i-zen-ho-ben — O Buda é como um excelente médico
I-ji-o-shi-ko — que se vale de meios hábeis
Jitsu-zai-ni-gon-shi — para curar seus filhos iludidos.
Mu-no-se-ko-mo — Embora na realidade esteja vivo, anuncia que entrou no nirvana.
Ga-yaku-i-se-bu — Porém, ninguém pode acusá-lo de mentiroso.
Ku-sho-ku-guen-sha — Eu sou o pai deste mundo e salvo aqueles que sofrem e os que se encontram aflitos.
I-bon-bu-ten-do — Devido à ilusão das pessoas,
Jitsu-zai-ni-gon-metsu — apesar de eu estar vivo, anuncio que entrei no nirvana.
I-jo-ken-ga-ko — Pois se me vissem constantemente,
Ni-sho-kyo-shi-shin — a arrogância e o egoísmo tomariam conta de seu coração.
Ho-itsu-jaku-go-yaku — Ignorando as restrições, entregariam–se aos cinco desejos,
Da-o-aku-do-tyu — e cairiam nos maus caminhos da existência.
Ga-jo-ti-shu-jo — Estou sempre ciente de quem são as pessoas
Gyo-do-fu-gyo-do — que praticam o Caminho e as que não o praticam,
Zui-o-sho-ka-do — e, em resposta às suas necessidades de salvação
I-se-shu-ju-ho — ensino-lhes várias doutrinas.
Mai-ji sa-ze-nen — Medito constantemente:
I-ga-ryo-shu-jo — Como posso conduzir as pessoas
Toku-nyu-mu-jo-do — ao caminho supremo
Soku-jo-ju-bu-shin — e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?

"Fonte - Preleção dos capítulos Hoben e Juryo, Daisaku Ikeda

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O significado de Nam myoho renge kyo

"NAM
Nam, contração de Namu, que deriva do sânscrito NAMAS, significa "devotar" ou a relação perfeita da vida da pessoa com a verdade eterna. Ou seja, dedicar a própria vida ou relacionar-se com a verdade eterna da vida. Também significa acumular infinita energia através desta fonte e tomar atitudes positivas aliviando o sofrimento dos outros.

MYOHO
Myoho literalmente significa Lei Mística.
Myo significa "místico", mas elimina qualquer sombra de milagre. É assim chamado porque o mistério da vida é de inimaginável profundidade por tanto está além da compreensão do homem.

Ho significa "lei". A intrínseca natureza da vida é tão mística e profunda, que transcende o âmbito de conhecimento humano. Por exemplo: o ser humano nasce como um bebê, cresce e torna-se um jovem, depois um idoso e por fim morre. Isso é obviamente, uma inquebrável lei regulando cada espécie de vida. Ninguém jamais pode nascer adulto ou escapar desse ciclo, por mais que deseje.

RENGE
Renge é a lei de causa e efeito. O budismo esclarece essa lei em todos os fenômenos do universo, e é simbolizada pela Flor de Lótus (Ren, flôr e Ge lótus), pois produz a semente (Causa) e a flor (Efeito) simultaneamente. Uma quantidade enorme de todas as causas passadas formam o efeito da condição presente. Ao mesmo tempo, o momento presente é a causa do futuro. Assim, a vida é a continuação dos momentos combinados pela corrente de causa e efeito.

KYO
Finalmente kyo que é a tradução do sânscrito Sutra, significando ensino, o ensinamento do Buda, que é eterno. Também é a função e influência da vida, assim como a transformação do destino, simbolizando a continuidade da vida através do passado presente e futuro.

Saddharma Pundarika Sutra é título original do Sutra de Lótus em Sânscrito
Ele foi traduzido no ano 406 por Kumārajīva recebendo em chines o nome de Myoho-Renge-Kyo
Onde Sad se torna Myo,
Dharma, vira Ho
Pundarika, que é flor de lotus, vira Renge
E Sutra, que é ensino passa a ser Kyo.


Nichiren Daishonin nos aponta o ensino que contém o caminho para a iluminação, essa frase que recitamos diariamente, o Nam-Myoho-Renge-Kyo, que numa tradução livre seria o algo como: Devotar-se ao Sutra de Lótus, ou Devotar-se à Lei Mística da Causa e Efeito (exposta pelo Buda no Sutra de Lótus ).

O Nam-Myoho-Renge-Kyo cobre todas as leis, toda a matéria e todas as formas de vida existentes no Universo. em outras palavras, é a vida do Buda que alcançou a suprema Iluminação. Se expandirmos ao espaço ilimitado, é idêntica à vida do Universo, e se condensarmos ao espaço limitado, é igual a vida individual dos seres humanos.

A natureza de Buda está exatamente dentro de cada um de nós. É o Nam-Myoho-Renge-Kyo. Quando entoamos o Daimoku a natureza de Buda dormente dentro das nossas vidas é convocada. Invocado deste modo, o que desperta é o Buda. Quando um pássaro numa gaiola canta, os pássaros voando no céu vêm para baixo. Quando os outros pássaros se reúnem ao redor, o pássaro engaiolado tentará escapar. Do mesmo modo se recitarmos a Lei Mística, o Nam-Myoho-Renge-Kyo em voz alta, a natureza de Buda se revela e se alegra e nos acompanha. Se praticarmos corretamente, não haverá beco sem saída na vida. Uma vez que nos baseamos na Lei Mística, podemos definitivamente transformar as nossas vidas para o melhor e ultrapassaremos qualquer impasse. Em qualquer situação, seguir essa lei absoluta com fé absoluta é, na verdade a base da nossa prática.
Nam-Myoho-Renge-Kyo!"
Texto compilado de matérias de estudo do Bloco Mandala, da BSGI, Barra, RJ - TC Nº 306
Ilustração: Marcelo Rosa 
http://mferreirar.deviantart.com/

segunda-feira, 21 de julho de 2008

As Nove Consciências

O budismo identifica nove tipos de funções espirituais de percepção, denominadas nove consciências.


Os cinco primeiros tipos são percepções sensoriais obtidas diretamente pelos cinco órgãos dos sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato.
Da sexta à nona consciência estão as funções perceptivas da mente.

A sexta consciência é o poder que integra os cincos sentidos e faz um julgamento de forma inclusiva. Por exemplo, diante de um objeto bonito, mas de péssimo odor, temos a tendência de rejeitá-lo imediatamente.

A sétima, denominada manas em sâncrito, representa o poder do pensamento. Em vez de criar um julgamento sobre o que foi percebido pelos cinco sentidos, nessa consciência procuramos encontrar uma certa ordem à luz das experiências vividas e das circunstâncias externas. Em outras palavras, é nessa consciência que existe a manifestação da razão, que é característica apenas dos seres humanos. Como resultado dessa consciência, manifestam-se os valores, conceitos e princípios que herdamos de outras pessoas, como nossos ancestrais, e o que aprendemos no dia-a-dia ou desenvolvemos pela busca de conhecimentos. Assim, por meio dessa consciência, manifesta-se a característica do ego, da discriminação, do auto-apego etc.

A oitava consciência é chamada de alaya, em sâncrito, e corresponder ao que a psicologia moderna denomina deinconsciente. Na consciência alaya, que significa repositório em sânscrito, acumulam-se todas as experiências vividas na forma de ações, pensamentos e palavras, do passado ao presente, ou seja, o carma. Dessa forma, mesmo que uma pessoa não se lembre do que fez em um passado próximo ou distante, tudo fica registrado nessa consciência e, de acordo com a lei da causalidade, não pode escapar da manifestação dos efeitos de todas as causas acumuladas.

Por fim, a nona consciência, denominada amala em sânscrito, significa imaculada. Ela encontra-se na parte mais profunda da vida humana, livre das impurezas que o indivíduo possa trazer como resultado de suas ações passadas e acumuladas na oitava consciência. Nichiren Daishonin elucida essa nona consciência como sendo o próprio estado de Buda, que se estende eternamente do infinito passado ao infinito futuro na vida de todas as pessoas.

Texto compilado de matérias de estudo do Bloco Mandala, da BSGI, Barra, RJ

sábado, 19 de julho de 2008

Buda Nirvana

O post de hoje é em forma de animação. Chama-se Buddha Nirvana, vídeo feito pelo artista francês que atende pelo nome de K. Ele mescla imagens clássicas e tradicionais com animações, filmes e uma computação gráfica retrô, num trabalho que ele mesmo define como BUDDHA SPIRITUAL ART VIDEOS.

BUDDHA NIRVANA from K on Vimeo.

sábado, 12 de julho de 2008

Baixe o texto 7,5Hz - A Frequência do Universo

Atendendo à pedidos coloco aqui o texto completo da matéria 7,5Hz - A Frequência do Universo, o discurso do Sr. Akio Nakano, vice responsável da divisão educadores da prefeitura de Chiba, que postei em partes aqui no Blog.


Esse é daqueles que a gente tem de imprimir e passar para a frente! O artigo completo pode ser lido online e/ou baixado aqui.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Os Dez Estados de Existência

"O budismo classifica em dez categorias ou estados de existência as condições sempre mutáveis da vida. Este conceito é chamado de Dez Estados da Vida (Jikkai).


1. Estado de Inferno (Jigoku)
2. Estado de Fome (Gaki)
3. Estado de Animalidade (Tikusho)
4. Estado de Ira (Shura)
5. Estado de Tranqüilidade (Nin)
6. Estado de Alegria (Ten)
7. Estado de Erudição (Shomon)
8. Estado de Absorção (Engaku)
9. Estado de Bodhisattva (Bosatsu)
10. Estado de Buda (Butsu)
Os Dez Estados indicam os dez estados que uma única entidade de vida manifesta com o passar do tempo. O fator principal na condição essencial dos Dez Estados é a sensação subjetiva experimentada pelo “eu” nas profundezas da vida, a reação a coisas e fatos externos que disparam a oscilação entre esses estados de vida.
1. Estado de Inferno (Jigoku): É o estado em que as pessoas são dominadas pelo impulso de destruir e de arruinar a todos, incluindo a si próprias.
2. Estado de Fome (Gaki): É o estado dominado por desejos egoístas e ilimitados de riqueza, fama e prazer, os quais nunca são realmente satisfeitos.

3. Estado de Animalidade (Tikusho): Nesse estado, as ações são direcionadas para a autoconservação e o benefício imediato, segue-se a força dos desejos e dos instintos, faltando sabedoria para controlar a si próprio.
4. Estado de Ira (Shura): Estando consciente de seu próprio “eu” mas sendo egoísta e impelido pelo espírito competitivo de dominar, a pessoa não consegue compreender as coisas como são exatamente e menospreza e viola a dignidade dos outros. A maldade é o estado de Ira.
5. Estado de Tranqüilidade (Nin): A serenidade é o estado de Tranqüilidade. Esse é o estado em que se consegue controlar temporariamente os próprios desejos e impulsos fazendo uso da razão, levando uma vida pacífica em harmonia com o meio ambiente e com as outras pessoas.
6. Estado de Alegria (Ten): É a felicidade que se experimenta da satisfação de um desejo ou de uma luta vitoriosa.
Os seis estados, do Inferno à Alegria, são manifestados por meio de impulsos ou desejos, mas são totalmente controlados pelas restrições impostas pelo ambiente e são também extremamente vulneráveis às circunstâncias instáveis. Ambos surgem da relação entre a vida e os fatores externos que a rodeiam.
Por essa razão, quando o equilíbrio da vida é perturbado, a tranqüilidade e o contentamento inevitavelmente se afundam no estado de Inferno, Fome, Animalidade ou Ira.

A função do budismo é despertar nas pessoas para a realidade máxima da vida que se encontra sob os desejos e impulsos para que possam manter conscientemente o equilíbrio na vida. Em alguns casos, as pessoas compreendem essa realidade por meio dos ensinos de seus antecessores e em outros tentam compreendê-la intuitivamente pela observação dos fenômenos naturais. O estado de vida do primeiro grupo é chamado Erudição, e o do segundo, Absorção.

7. Estado de Erudição (Shomon): O estado de Erudição é uma condição experimentada quando se empenha para conquistar um estado de contentamento e de estabilidade duradouro por meio da auto-reforma e do desenvolvimento. De forma concreta, Shomon é o estado no qual a pessoa dedica-se a criar uma vida melhor pelo aprendizado das idéias, conhecimento e experiências dos predecessores e contemporâneos.
8. Estado de Absorção (Engaku): Esta condição é semelhante ao estado de Erudição, uma vez que ambos indicam o empenho para a auto-reforma. No entanto, o que distingue o estado de Aborção do estado de Erudição é que em vez de tentar aprender das realizações dos predecessores, tenta-se aprender o caminho para a auto-reforma por meio da observação direta dos fenômenos.
A Erudição e a Absorção surgem quando a pessoa tenta conscientemente compreender a verdade máxima da vida. No entanto, se os esforços forem direcionados apenas para o auto-aprimoramento, qualquer verdade obtida nunca deixará de ser apenas parcial.
Cada forma de vida está inseparavelmente ligada a todos os outros seres e coisas no Universo porque a realidade máxima da vida que sustenta todas elas é una com a vida do Universo. Conseqüentemente, na tentativa de obter uma visão completa e global da verdade da vida, as pessoas devem compreender primeiro que elas não podem existir separadamente dos outros seres vivos e depois devem se identificar com as dores dos outros a ponto de empenharem-se totalmente para atenuarem os sofrimentos daqueles que estão ao seu redor.
9. Estado de Bodhisattva (Bosatsu): é a expressão da total devoção em ajudar e apoiar os outros e indica uma vida cheia de compaixão.
As pessoas dos estados de Erudição e Absorção tendem a carecer de compaixão, chegando a extremos na busca de sua própria perfeição. Em contraste, um bodhisattva descobre que o caminho para a auto-perfeição encontra-se unicamente no ato de compaixão — de salvar as outras pessoas do sofrimento.

10. Estado de Buda (Butsu): Essa condição é alcançada quando se obtém a sabedoria para compreender a essência da própria vida e da dos outros, a infinita compaixão para direcionar constantemente as atividades para objetivos benevolentes, o eu eterno perfeito e a total pureza da vida que nada pode corromper, que continua em perfeita harmonia com o ritmo do Universo e existe desde o infinito passado até o eterno futuro.

O estado de Buda é o estado ideal que pode ser atingido por meio da prática budista. Já que nenhum estado de vida é estático, não se pode considerar o estado de Buda como um objetivo final, ao contrário, essa é uma condição experimentada nas profundezas do próprio ser ao se empenhar continuamente com benevolência na vida diária.
Em outras palavras, o estado de Buda aparece na vida diária como as ações de um bodhisattva — boas ações ou atos benevolente.
Com a sincera recitação do Nam-myoho-renge-kyo elevamos nossa condição de vida, pois ao recitarmos o Daimoku entramos em contato com o estado de Buda, estado que passa a nos acompanhar no dia a dia e assim ficamos quase que automaticamente em sintonia com os níveis de vida mais elevados, sem mesmo notarmos as suas variações e mudanças. Passamos a pensar, falar e agir com uma positividade que o universo registra... e responde. Negatividades, reclamações, falta de estímulo e outras situações do tipo passam a quase não mais fazer parte das nossas vidas até desaparecerem por completo.
Em uma de suas escrituras, Nichiren Daishonin fala da força do Nam-myoho-renge-kyo da seguinte forma:
"O Nam-myoho-renge-kyo é como o rugido de um leão. Que doença pode, portanto, ser um obstáculo?""

Texto compilado de matérias de estudo do Bloco Mandala, da BSGI, Barra, RJ, livro Fundamentos do Budismo, 2004.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A Vida de Shakyamuni

Estou postando aqui o documentário The Life Of Buddha feito pela BBC que mostra a história do Príncipe Sidharta e a sua jornada espiritual que o tornou o Buda Shakyamuni, que significa literalmente Sábio do clã dos Shakya.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Tudo é vai e volta.

Coloco aqui uma letra de uma música um amigo que sempre mandou muito bem no tanto no campo musical quanto no das idéias. Seu último trabalho me chegou através da boa sorte e uma faixa em especial me chamou muito atenção por falar de algo que eu estava descobrindo na ocasião e que li como o Universo mostrando como tudo está conectado.






O amigo é o BNegão e a música chama-se V.VAcompanhe com a letra abaixo.



V.V.
BNegão

Bumerangue é o efeito
O que for daquela forma, retorna com a mesma intensidade, de modo perfeito

Daquele mesmo jeito

Ação e reação

Tipo João bobo, tipo saco de boxe

O famoso e laureado V. V. (vai e volta)

Tipo engravatado larápio que rouba muito mas não vive sem escolta

Não é punição, não é castigo, meu amigo

Não é maldição nem profecia, minha tia

É só a Lei

Desde os tempos em que os tempos não eram contados, já disse rei dos reis

Preste atenção, analise, não é difícil
(tudo é vai e volta)

Ação, palavra, pensamento, atitude
(tudo é vai e volta)

Metafisicamente, sub-atômicamente falando
(tudo é vai e volta)
tem responsa pra fazer, tem que ter responsa pra aturar
(tudo é vai e volta)

"Faça como os outros apenas aquilo que gostaria que fizessem contigo"

Esse sábio é mais do que batido, antigo, dito popular
Base de quase todas as religiões
Bastante difundido, porém pouco praticado e seguido
Guarda em si um grande segredo, uma constatação:
Agressão ao próprio irmão é como dar um tiro no próprio pé,
(ou no próprio umbigo), eu digo

Pois, por incrença que parível, não há separação, não há inimigo

E sim, a ignorância aguda, falta de aprendizado e só

Pois somos literalmente parte do mesmo organismo

Como já disse Cristo, a filosofia oriental, o tao, e a física quântica

Esse sim o caminho, o caminho pelo qual
O racional cartesiano e o espiritual finalmente se encontram

Preste atenção, analise não é difícil,
(tudo é vai e volta),

Ação, palavra, pensamento, atitude,
(tudo é vai e volta),

Metafisicamente, sub-atômicamente,
(tudo é vai e volta),
tem responsa pra fazer, tem que ter responsa pra aturar,
(tudo é vai e volta),

Lucro abissal, frescura é ligar pra detonação ambiental
(tudo é vai e volta)

Seu pulmão no limite, inverno moderno beira os 40 graus
(tudo é vai e volta)

Não divida o bolo, e veja crescer à sua volta o caos
(tudo é vai e volta)

Negatividade, positividade: o seletor é você
(tudo é vai e volta).

Composição: (Letra: BNegão/ Música: Muzak)

Agora, me diga, se é ou não é puro Budismo?
Só faltou o Nam-myoho-renge-kyo,
" a Lei desde os tempos em que os tempos não eram contados..."

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Você é feliz?

Essa semana a Monica, que é budista atuante há anos e sempre está nos "alimentanto" com textos e orientações, me enviou um "PPS" muito legal que resolvi transcrever e postar aqui. Diz assim:


Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas:
- "Seu marido lhe faz feliz? Ele lhe faz feliz de verdade?"
Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando total segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro "NÃO", daqueles bem redondos!
- "Não, o meu marido não me faz feliz"! (Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima).
"Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz". E continuou: "O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas. Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável.
Eu decido ser feliz! Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz! Sou casada mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma.
As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de "experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza”. Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.
Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai.
Amo a vida que tenho mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos."
Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade!
SEJA FELIZ, mesmo que faça calor, mesmo que esteja doente, mesmo que não tenha dinheiro, mesmo que alguém tenha lhe machucado, mesmo que alguém não lhe ame ou não lhe dê o devido valor.
Peça apenas ao Universo que lhe dê serenidade para aceitar as coisas que você não pode mudar, coragem para modificar aquelas que podem ser mudadas e sabedoria para conseguir reconhecer a diferença que existe entre elas.
Não reflita apenas. Mude! E seja feliz!
:-)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

A relação entre a oração e o benefício

"Todas as pessoas podem ter os seus desejos concretizados através da fé no Sutra de Lótus. Através da recitação do Daimoku e do Gongyo determinamos ao Universo o que queremos que aconteça na nossa vida. E o Universo responde. Mas nem sempre de imediato. Às vezes nem notamos as mudanças que vão acontecendo assim como uma semente não se torna uma frondosa arvore de uma hora para outra.

Existem quatro meios onde as orações são expressas e os seus benefícios atendidos:
1. No primeiro caso, referem-se a momentos onde se enfrenta uma dificuldade muito séria. Aí a sua oração é atendida imediatamente, encontrando-se uma solução para o problema.
2. No segundo caso, as suas orações fortes e específicas não conduzem necessariamente a um benefício imediato e em vez disso, vai se acumulando e aparecendo gradualmente no tempo.
3. Quanto ao terceiro caso, devido a boa sorte acumulada através da prática constante, a sua vida é purificada naturalmente, abrindo caminho para a realização de todos os seus desejos.
4. Por fim, os benefícios latentes acumulados através da firme prática aparecem justamente num momento crucial da vida a fim de protege-lo.
Com a sincera recitação do Nam-myoho-renge-kyo elevamos nossa condição de vida, pois ao recitarmos o Daimoku entramos em contato com o estado de Buda, a nossa energia vital, que passa a nos acompanhar no dia a dia e assim ficamos quase que automaticamente em sintonia com estados mais elevados de vida, sem mesmo notarmos as suas variações e mudanças.
O Budismo nos diz que pensamento, palavra e ação são os responsáveis por cunharmos nossa vidas. Passamos a pensar, falar e agir com uma positividade que o universo registra... e responde. Negatividades, reclamações, falta de estímulo e outras situações desse tipo passam a quase não mais fazer parte do nosso dia a dia.
O importante é continuar recitando com fé que as coisas vão acontecendo no seu devido tempo. Pode deixar que o Universo se encarrega do "como" e "quando"."

Texto cedido por Doralice e Paulo, Bloco da BSGI Lagoa Mar

sábado, 28 de junho de 2008

Sobre os MP3s...

Na barra ao lado tem uma sessão com alguns MP3. São alguns arquivos que coloquei para ajudar na prática diária ou aos que estão começando no Budismo de Nichiren Daishonin. A idéia é baixar e colocar num CD ou num MP3 Player e praticar junto tendo o som como guia. Para baixar para o seu computador, click com o botão direito do mouse e escolha a opção de Salvar (Save as).



Aqui estão alguns deles:
Tradução do Gongyo com narração de Bruno Padilha, produção e música de CeXa. São partes dos capítulos Hoben e Juryo, que recitamos todos os dias pela manhã e ao anoitecer no Gongyo.

6 Minutos de Daimoku , é para quem está começando e/ou quer um incentivo maior para a prática principal que é o Daimoku.

Gongyo Moderado, que é ótimo para que está começando e/ou quer aprender a pronunciar todos os caracteres da parte do Sutra de Lótus que recitamos duas vezes por dia.

No  Gongyo e 30 minutos de Daimoku tem toda a liturgia diária, com todos os sinos e pausas necessárias para as preces silenciosas.

Bom proveito e lembrando que o Budismo é Fé, Prática e Estudo!
Nam-myoho-renge-kyo!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

7.5 Hz - Parte final.

"A FÉ COMO PRÁTICA
Com base em duas explicações, seja do ponto de vista da física, como da psicologia do Prof. Jung, podemos refletir sobre como deveria ser uma fé correta. Com esta base tem-se a conclusão que seria melhor, ou melhor, não há outro modo, que a fé praticada com o comportamento que vemos na Soka Gakkai. Porque o comportamento de lamento, que pede ajuda, tem só efeito negativo e se afasta cada vez mais das melhores vibrações da vida que temos à nossa disposição, por que ativa somente o hemisfério esquerdo.


Precisamos ativar o hemisfério direito. E para tanto precisamos do comportamento da fé da gratidão que estimula o hemisfério direito. Aqueles que recitam o Nam-Myoho-Rengue-Kyo cotidianamente, como os membros da SGI, repetem continuamente a expressão da gratidão e estimulam o terceiro nível subterrâneo, o EU, um lugar cheio de felicidade.
Um recém nascido vive, sobretudo no mundo da gratidão e da alegria, isto é, no mundo da felicidade.
Este estado é a base dos sentimentos humanos. A freqüência de 7.5Hz é a vibração de base dos seres humanos. Repito o melhor modo pra fazer emergir esse estado é exprimir muitas vezes palavras de gratidão. Como e a quais coisas podemos agradecer para ativar a gratidão no melhor modo possível?
Existem três modos :
1- Precisamos agradecer as coisas pelas quais devemos gratidão;
2- Agradecer por aquilo que não nos evoca gratidão de forma nenhuma;
3- Agradecer o futuro.
Orando deste modo nos sentiremos absolutamente fortes. De outro modo, pode acontecer que mesmo recitando uma hora de daimoku (NAM-MYOHO-RENGUE-KYO), com força, nos sentiremos cansados e acabados no final. (2)
Existem pessoas que de repente, no meio da recitação, sentem vontade de limpar o oratório, ou pior, que se levantam rápido como se tivessem lembrado de alguma coisa importante – começando a arrumar certas coisas, enquanto a boca recita daimoku, e depois voltam a sentar na frente do oratório, como se nada tivesse acontecido. Isso ocorre por que usam o hemisfério esquerdo para recitar. É indispensável usar o hemisfério direito para recitar. Já mencionei também que para se conseguir isso, precisa usar os olhos e os ouvidos para recitar. Usando o hemisfério direito será fácil recitar muito daimoku.
Vejamos como usar o hemisfério direito durante a recitação:
O primeiro grau da gratidão inclui a oração, por isso que temos que agradecer. 
Não é bom orar deste jeito: “Por favor gohonzon, me ajude”. Isso é lamentação do hemisfério esquerdo do cérebro e faz parte do inconsciente coletivo. Em quase todas as religiões se ora assim. Temos que parar de fazer assim, ao contrario, lembrar tudo o que temos a agradecer, tipo esta coisa linda que me aconteceu, essa pessoa me apoiou, coisa, por coisa uma depois da outra, não importa quanto pequenas possam parecer, tornarão todas as lembranças positivas e agradeceremos por isso. Podemos repetir várias vezes o mesmo tipo de agradecimento, nos sentiremos imediatamente melhores, por que estimulamos o hemisfério direito. O segundo grau da oração da gratidão é aquilo que não nos causa gratidão. Por exemplo, se tiverem alguma doença, orem com profunda gratidão por essa doença: “Sou profundamente agradecido, pois dessa maneira poderei mudar meu carma definitivamente”. Recitar com esta compreensão até para os problemas do casamento, relacionamento com os filhos, problemas de relacionamento ou desemprego. Por todas as dores e sofrimentos agradecer deste modo. Não devemos orar “Por favor Gohonzon, que eu possa curar minha doença, me ajude a ver isso ou aquilo.” Este tipo de oração que suplicamos a graça não ajuda, pois nasce da lamentação . A oração durante a recitação do Daimoku deve nascer da gratidão. Assim se obterá resposta. Se tiverem uma vizinha antipática, recitem: “Obrigada, vizinha, de coração.”, esse comportamento faz ultrapassar os limites do inconsciente coletivo que vem sendo passado de geração a geração, dizendo budísticamente, o seu próprio carma da suas gerações. Jung também confirmou que este comportamento é determinante. Na terceira fase devemos agradecer nosso futuro. Precisamos imaginar o próprio futuro como desejamos. Formar essa imagem, até superar o problema atual que enfrentam que parece impossível de superar e duro de ultrapassar. Decidam dia, mês e ano que vão superar. Não importa se o seu médico disse que a sua doença não tem cura. Você vai decidir o dia, o mês e o ano que vai curar. Faça um passo à frente e recitem “a minha doença já foi curada”. Jung disse que ter um fato como já ocorrido é o mais eficaz. Diz-se que o presidente Ikeda já tem desenhado e pintado a Soka Gakkai daqui a 500 anos de maneira completa. E no seu coração já começou imaginar a Gakkai depois de 500 anos. Para concluir, vocês decidem quando querem encerrar o problema do sofrimento que passam com sua doença, ou casamento, ou filho. Enfim tudo. Escolham o dia exato, criem a imagem, formulem a oração já no passado, já aconteceu, e agradeçam por isso. Com este modo Jung curou sua esquizofrenia, agradecia a tudo, até aquilo que ainda não havia superado. Deste modo se pode realizar tudo sem dúvida, por que o lugar do Eu que se encontra no terceiro nível do inconsciente tem uma força imensa. Esta força se encontra na freqüência 7.5Hz. Quando se acrescentam poucas gotas de tinta vermelha num copo, a água interna fica toda vermelha. Mesmo trocando de copo a cor da água não muda. Fica vermelha mesmo trocando de copo muitas vezes. O mesmo vale para nosso inconsciente coletivo. Continuamos influenciados pelo segundo plano do subterrâneo da mente. Mas quando colocamos a água num copo maior cheio de água, tipo um balde, a cor vermelha será visível só por um momento, depois desaparecerá completamente por que se misturou com muita água limpa. O espaço do terceiro nível inconsciente, o EU, é como o balde grande. Imaginem uma piscina cheia de água. Nosso inconsciente coletivo pode ser o exemplo do copo de água com tinta vermelha. A cor não importa, o carma de cada um tem uma cor diferente. Bem, a cor desaparece quando se joga a água do copo na piscina. A cor existe ainda, mas não se vê, é insignificante, quase inexistente. O inconsciente coletivo que faz sofrer tanto uma pessoa foi destruído.
Por que as coisas acontecem quando se ora dessa maneira? O motivo é o EU que faz parte da vibração de 7.5Hz que pode influenciar com suas ondas até o EU de outra pessoa. A onda e a vibração da nossa vida são transmitidas aos outros. Isso vale para tudo, para os animais, para todas as relações humanas, sua vibração atinge a vibração do outro. Se orarem para o outro, a vida dele vai vibrar com a sua, todos os problemas de relação que fazem sofrer podem ser superados por este principio. Não tenham duvida.
As pessoas mencionadas no começo deste estudo oraram desta maneira, são membros da Soka Gakkai. É suficiente que um membro da família comece a praticar. Suas vibrações chegarão aos outros membros da família e tudo começa a mudar cada vez mais, podemos ver e sentir. O sucesso destas pessoas é que não oravam pedindo a um Deus ou ao Buda. A fé destas pessoas nada tinha a ver com súplicas, pedindo ajuda ou lamentação. Isso faz parte do hemisfério esquerdo. Quando recitamos temos que usar o hemisfério direito do cérebro, para aproximar-nos da vibração de 7.5Hz que é nossa vibração inicial. Vamos fazer emergir simplesmente a vibração da nossa vida na origem. O Gohonzon existe com este objetivo e nós usamos nossos olhos e ouvidos para observar a nós mesmos. Deste modo não haverá oração sem resposta."
O diálogo é o único caminho para construir a paz, Romeu.

terça-feira, 24 de junho de 2008

7.5 Hz - Parte 6

O que devemos olhar então ? Devemos olhar para o nosso EU. O melhor modo para se olhar o nosso Eu é através de escrituras. As coisas concretas não são boas porque emanam imagens claras e concretas de nós mesmos. Uma época se usava o espelho para observar o Eu.


Isso não ajuda na psicologia, pois começaram os truques, as máscaras, e só se observava os defeitos. Para analisar o EU profundo é melhor olhar para escrituras. O objeto de culto da Soka Gakkai – Gohonzon – que está sendo estudado pela sociedade de psicologia dos Estados Unidos, é composto de caracteres. O Gohonzon também é composto de três níveis. Os caracteres Nam-Myoho-Renge-Kyo no centro, representam o terceiro nível subterrâneo, ou seja, o EU. Ao redor estão os caracteres que simbolizam algumas personalidades, de Budas e Bodhisattvas até o Rei demônio e personalidades maldosas. Estes representam o segundo plano subterrâneo, o mundo do inconsciente coletivo. Nos quatro cantos do Gohonzon estão inscritos os quatro reis celestes. Estes representam o inconsciente individual do primeiro nível do subterrâneo, ou seja, as características do indivíduo. Os quatro reis celestes – Koumoku, Tamon, Zochou, Jikoku, significam ver, ouvir, não errar e proteger. O que a gente vê? Escuta? Não erra? Protege? As características pessoais de cada indivíduo. Por este motivo se deveria olhar o Gohonzon tridimensionalmente. De frente na direção da profundidade de uma caverna, ou do alto de um imenso vale. Então deveríamos olhar o Gohonzon como se o Nam-Myoho-Renge-Kyo no centro fosse perspectivamente mais em profundidade. Contemporaneamente recitar de modo melhor e mais profundo o estado do EU. Desta maneira a prática atinge outra força. Passamos agora ao ouvido: Os ouvidos também têm o poder maravilhoso de despertar nosso inconsciente. Experimentem sussurrar nos ouvidos de seu vizinho, “você tem uma cara estranha”. Com certeza o humor dele vai piorar mesmo sendo somente uma experiência. Quando escutamos alguma coisa no rádio, mesmo sabendo que é uma leitura de algum texto, podemos chorar ou rir, e isso acontece por que a voz no rádio estimulou nosso inconsciente. Cada um forma a imagem que quiser com essa voz. É muito importante o que se ouve. As melhores coisas para o hemisfério direito do nosso cérebro são as coisas alegres e estimulantes. Esse hemisfério prefere ouvir palavras de gratidão. Quando uma pessoa escuta palavras de gratidão, seu hemisfério direito fica altamente ativo. O esquerdo nem reage, porque é o lugar das lamentações e dores. As pessoas ficam muito felizes com agradecimentos, porque ativam o hemisfério direito e se aproximam da freqüência de 7.5Hz. Neste modo as pessoas são mais alegres e leves.
Nam-Myoho-Renge-Kyo, inscrito no centro do Gohonzon, é uma frase indiana escrita em Kanji, (caracteres chineses). Na língua indiana, se diz: Nam-Sad-dharma-pundarika-sutram, que de forma abreviada quer dizer obrigado. Logo uma palavra de gratidão. Obviamente cada simples caractere tem um significado profundo, mas resumindo é obrigado. Porém, um obrigado milhões de vezes mais forte que um normal. Anos atrás um japonês de nome NICHIREN definiu Nam Myo Ho Renge Kyo como expressão da melhor vibração. Significa: “ Obrigado do fundo do meu coração” .

Continua na parte 7


Parte 1 aqui


segunda-feira, 23 de junho de 2008

7.5 Hz - Parte 5

"O psiquiatra suíço Jung explorou o inconsciente coletivo e graças a essa descoberta ela faz parte dos 3 maiores descobridores do mundo. Os outros dois são Newton, que descobriu a lei da gravidade universal e Galileu que descobriu os movimentos da terra através da sua teoria heliocêntrica.



O Prof. Jung por sua vez, descobriu que as mudanças na vida de uma pessoa são influenciadas fortemente pelo inconsciente coletivo. Dividiu as mudanças da vida nas seguintes categorias :


1- Simpatia e antipatia em relação as pessoas que se encontra;


2- Que tipos de acidentes, doenças se passará, e quando se morre;


3- Valor e sentido para a própria vida;


Existem pessoas que nos são simpáticas desde o primeiro momento que encontramos, e algumas nutrimos antipatia mesmo sem motivo. Isso acontece porque adotamos o modelo 1, imagem de nosso antepassado, que quem sabe morreu com o pensamento de não perdoar nunca essa pessoa. Por outro lado adotamos também, imagem nas quais nossos antepassados foram tratados com amor e doçura, assim o encontro com outros resulta mais agradável antes mesmo de falar. Este encontro pode se tornar uma amizade. No encontro homem mulher pode acontecer o fenômeno da paixão fulminante. Havia um deputado na prefeitura de Tochigi chamado Funada, era uma pessoa muito capaz, estava cotado para ser o próximo candidato a ministro. Tinha uma esplendida família e uma mulher maravilhosa. Seus ajudantes para a eleição estavam contentíssimos com ele e não tinham nada para criticar. Encontrou uma delegada no parlamento, senhora Hata, jogou tudo fora por ela, deixou sua família para poder viver com ela, este caso entrou para a historia política como “paraíso perdido”. Ambos perderam as eleições e foram viver em um apartamento de aluguel. O encontro entre eles foi tão forte que sacrificaram tudo. Este é o poder do inconsciente coletivo. Assim aconteceu também com um homem que desapareceu depois de ter encontrado uma garçonete que tocou seu inconsciente. Isso não vale somente para os homens, mas também para as mulheres. Elas também são capazes de deixar tudo por uma escapadinha. O inconsciente coletivo influencia também o modo de viver acidentes. Algumas pessoas vivem muitos, outros quase nada. Isso também é um tema discutido pela psicologia. Um cientista estudou o passado da família de um homem que viveu muitos acidentes, e descobriu que também seus antepassados sofreram freqüentes acidentes. O psiquiatra estudou os antepassados daquele homem ate chegar a era EDO. Os seus antepassados freqüentemente morriam de acidentes, caindo do cavalo, etc.. Na era seguinte, MEJI, alguns antepassados morreram caindo do Jinrikisha (um meio de transporte) ou atropelados por um veiculo a vapor. Assim o psiquiatra descobriu que muitos dos antepassados foram mortos por veículos e nosso homem havia adotado o inconsciente coletivo da família. A mesma coisa vale para as doenças. Acontece freqüentemente que os membros de uma família e seus antepassados morrem pela mesma doença. Segundo as estatísticas baseadas num estudo de ao menos dez gerações, os antepassados das pessoas em questão morreram mais ou menos com a mesma idade. Mesmo em caso de divórcios observou-se que alguns antepassados da mesma família haviam divorciado o mesmo período após o casamento. A psicologia demonstrou que as pessoas agem segundo o mundo do inconsciente coletivo. Logo não se pode contar com as palavras ou ameaças de algumas religiões. Nem talismãs ou amuletos podem nos proteger. Neste caso nosso inconsciente coletivo se programou de modo a nos enganar facilmente. A psicologia descobriu tudo isso que está na esfera coletiva, no segundo andar do subterrâneo. Que doenças podem chegar quem se encontra, quando se morre. Nada acontece por acaso. Isso vale também para o resto da nossa vida. Suponhamos que uma pessoa diga que fez um grande esforço para entrar na melhor universidade de medicina de Tókio. Olhamos a vida de seus antepassados, descobrimos que muitos deles foram médicos. Quando tentamos viver contra o inconsciente coletivo adotado pelos nossos antepassados as coisas não funcionam muito bem. Por exemplo, um estudante que nas provas preliminares de vestibular obteve resultados tão bons que estava seguro quase 100% que havia passado. No dia da prova final teve um acidente ou ficou doente e então não conseguiu. Como se seu inconsciente coletivo tivesse sugerido que ele não podia, que não era a sua estrada. Seu inconsciente estava numa outra direção. Este é o resultado dos estudos da psicologia. O Prof. Jung que descobriu esta parte coletiva do inconsciente, mais tarde adoeceu de esquizofrenia. Foi tratado pelos próprios alunos no hospital, mas os esforços foram em vão. Muitos antepassados do professor morreram de doenças assim. O inconsciente coletivo de Jung havia desempenhado um papel fundamental. Ele refletiu longamente e constatou: O coletivo é terrível. Para uma pessoa normal a historia acaba aqui, mas a sua não; ele buscou uma maneira de modificar seu inconsciente e chegou ao terceiro andar do subterrâneo, fora do inconsciente coletivo. O EU. É a terceira parte do inconsciente. O mundo não é influenciado pelas tendências acumuladas no passado. Os pássaros migratórios, por exemplo, voam da Sibéria para Hokaido, evitando todos os obstáculos e riscos e não sabem nada de geografia e meteorologia. Eles possuem essa capacidade atingindo o Eu. Os salmões voltam ao lugar onde nasceram, sobem as correntes quentes e voltam sempre um pouco antes de encontrar aquelas frias. Mas enfim, como é o EU dos seres humanos? Os homens nascem originalmente dotados da melhor freqüência – 7.5Hz, o estado vital mais elevado. Estávamos num estado feliz e em total harmonia com o universo. Por que não se sabe, mas um dia mergulhamos no coletivo oprimente e triste, assim agora, a freqüência de 7.5 Hz parece inatingível. E crescendo fica cada vez mais difícil. O que impressiona é que a oscilação desta freqüência se manifesta no hemisfério direito do nosso cérebro . O hemisferio direito gere o mundo da gratidão e alegria. O EU funciona no hemisfério direito do cérebro. Ao esquerdo, pertencem a lamentação e o sofrimento. Quanto mais trabalhão hemisfério esquerdo, mais difícil encontrar o EU. O Prof Jung, que sofria da sua doença, concentrou-se sobre esse EU e desenvolveu seu método, exatamente como o Prof. Tonegawa. O prof. Jung desenvolveu o seguinte método:


A capacidade humana funciona exclusivamente nos seis sentidos, ou seja, visão, audição, olfato, tato, paladar e... mente. Ele desenvolveu seu método através destes seis sentidos para encontrar o melhor lugar do Eu. O método consistia em usar os sentidos da visão, audição, e o hemisfério direito do cérebro. Pode-se acessar diretamente o terceiro nível com estas três ferramentas. Como? Inicialmente com os olhos. Observando alguma coisa, estimulando o nosso inconsciente. Os olhos têm um poder enorme para influenciar nosso inconsciente. Dependendo daquilo que vemos, muda o que emerge do nosso inconsciente. As crianças se alegram vendo brinquedos, nós adultos quando vemos dinheiro. A televisão tem uma enorme influência, nós sabemos. Dependendo do que vemos estimulamos o EU ou o coletivo. Se por algum motivo vemos só coisas desagradáveis, a expressão do nosso rosto fica do mesmo modo desagradável. Quando vemos continuamente coisas ruins, até nosso modo de caminhar muda, se influencia e a postura fica de alguém triste."


Continua na parte 6


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