segunda-feira, 21 de julho de 2008

As Nove Consciências

O budismo identifica nove tipos de funções espirituais de percepção, denominadas nove consciências.


Os cinco primeiros tipos são percepções sensoriais obtidas diretamente pelos cinco órgãos dos sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato.
Da sexta à nona consciência estão as funções perceptivas da mente.

A sexta consciência é o poder que integra os cincos sentidos e faz um julgamento de forma inclusiva. Por exemplo, diante de um objeto bonito, mas de péssimo odor, temos a tendência de rejeitá-lo imediatamente.

A sétima, denominada manas em sâncrito, representa o poder do pensamento. Em vez de criar um julgamento sobre o que foi percebido pelos cinco sentidos, nessa consciência procuramos encontrar uma certa ordem à luz das experiências vividas e das circunstâncias externas. Em outras palavras, é nessa consciência que existe a manifestação da razão, que é característica apenas dos seres humanos. Como resultado dessa consciência, manifestam-se os valores, conceitos e princípios que herdamos de outras pessoas, como nossos ancestrais, e o que aprendemos no dia-a-dia ou desenvolvemos pela busca de conhecimentos. Assim, por meio dessa consciência, manifesta-se a característica do ego, da discriminação, do auto-apego etc.

A oitava consciência é chamada de alaya, em sâncrito, e corresponder ao que a psicologia moderna denomina deinconsciente. Na consciência alaya, que significa repositório em sânscrito, acumulam-se todas as experiências vividas na forma de ações, pensamentos e palavras, do passado ao presente, ou seja, o carma. Dessa forma, mesmo que uma pessoa não se lembre do que fez em um passado próximo ou distante, tudo fica registrado nessa consciência e, de acordo com a lei da causalidade, não pode escapar da manifestação dos efeitos de todas as causas acumuladas.

Por fim, a nona consciência, denominada amala em sânscrito, significa imaculada. Ela encontra-se na parte mais profunda da vida humana, livre das impurezas que o indivíduo possa trazer como resultado de suas ações passadas e acumuladas na oitava consciência. Nichiren Daishonin elucida essa nona consciência como sendo o próprio estado de Buda, que se estende eternamente do infinito passado ao infinito futuro na vida de todas as pessoas.

Texto compilado de matérias de estudo do Bloco Mandala, da BSGI, Barra, RJ

7 comentários:

bhodhay disse...

Caro Amigo

Spinoza disse que tudo o que foi inventado e é bom, também foi feito para mim (ele). Logo, de inicío quero parabenizá-lo pelo excelente trabalho que você desenvolveu, e quero lhe informar que já estou montando também um blogg, para ajudar na propagação do Budismo Nitiren.
Parabéns e boa sorte.

Renato Ribeiro Barbosa

Amanda & Fabio disse...

oLÁ,ESTOU INICIANDO NO BUDISMO,E AMANHÃ VAI SER MINHA ENTREVISTA,ESTOU ME IDENTIFICANDO MUITO COM O BUDISMO E GOSTEI MUITO DO SEU BLOG,PARABÉNS,FREQUENTO A COMUNIDADE AQUI DE BERTIOGA - LITORAL DE SÃO PAULO,GOSTARIA DE SABER REFERENTE AO FILME LAST DETAIL QUE VC COLOU O LINK DO YOU TUBE,TERIA ALGUMA VERSÃO COM TRADUÇÃO PARA O PORTUGUÊS?OBRIGADA
AMANDA
amandacamato@hotmail.com

Cesinha Chaves disse...

Olá Amanda, o filme é de 1975 e até hoje eu não encontrei nas locadoras!
Desejo boa sorte na entrevista e em tudo!

Guará disse...

Tenho começado minhas manhãs lendo seus textos e tenha certeza de que eles fazem a diferença no meu dia! Muito obrigada pela sua generosidade.
Um grande abraço da
Guará

Anônimo disse...

Olá pessoal, moro em Brasília/DF, pratico este Budismo já faz algum tempo, para quem ainda não conhece eu tenho a dizer que recitar o NAM myho rengue kyo, relamente transforma a nossa vida.Sou muito feliz.
Beijos a todos
MARTA LÚCIA

Mimizinha disse...

Esse seu bloq apareceu num momento necessario da minha vida. Conheço esse budismo ha 30 anos quando minha mae recebeu o Gohonson e faz 25 anos que recebi o meu.Atualment resido no Canada, o budismo aqui nao é tao imenso como nosso Brasil.Muito de seus textos eu ja li ou ouvi muitas vezes.Mas é exactamente agora mais madura que interpretei algumas passagens como nunca a passage ou Gosho continua o mesmo, fui eu quem mudou.Por isso é sempre importante o estudo..Obrigada!!

Leonardo Marques disse...

Conconrdo Mimizinha, uma vez que lemos o gosho é diferente da outra. E passamos cada vez mais a entender melhor a verdadeira mensagem que o gosho quer nos passar.