terça-feira, 30 de novembro de 2010

Parábola dos Crocodilos Mansos

Olhem que legal! Esse é um texto de uma amiga de twitter, @sambanatty. Ela escreveu esta parábola baseada num sonho que eu teve e eu fico mais que feliz em compartilhar com vocês.

Parábola dos Crocodilos Mansos

Certa manhã, Galcaia pegou o metrô rumo a uma pequena cidade prolífera em natureza. Ao chegar, se deparou com um sublime local arborizado onde havia um grande rio de águas rasas em um tom verde-cristalinas.

Foi andando rumo às montanhas de Sakyamuni que Galcaia teve que enfrentar um pequeno caminho onde haviam crocodilos perigosos. Ela estava tão determinada a chegar nas montanhas, que não se deixou abater pelo obstáculo. Atravessou o riacho apoiando-se em pedras até se livrar do perigo.

Chegando àquele lugar celestial, Galcaia se surpreende com a presença de Shari-Hotsu, que se aproxima dela e diz:

- Bem-vinda às montanhas de Sakyamuni.

- Vim meditar no propósito de atingir a iluminação – disse Galcaia – Sakyamuni nos ensinou que nenhum dos homens de erudição ou absorção é capaz de compreender a sabedoria dos budas.

No alto daquela montanha, a menina sentou-se na posição de Lótus e começou a recitar o Nam-Myoho-Renge-Kyo. Após atingir a tão almejada iluminação, Galcaia levantou-se serenamente de sua meditação e dirigiu-se a Shari-Hotsu dizendo:

- Até breve, Shari-Hotsu! Agora vou embarcar de volta a minha origem e expor os ensinamentos de Sakyamuni aos meus iguais.

Ao retornar, Galcaia teve que enfrentar o mesmo trajeto, porém dessa vez não temeu ao saber que teria que passar pelo caminho dos crocodilos. Quando ela deparou-se com os mesmos, todos estavam aparentemente tranqüilos. Ao apoiar-se na primeira pedra, Galcaia abaixou-se e acariciou a cabeça do animal. Assim como os demais, aquele estava manso e sereno. Todos os crocodilos se aproximaram dela com serenidade, e enquanto ela os acariciava, sentiu em seu coração que a iluminação obtida é tão imensurável a ponto de abrandar a ferocidade de um animal.

Ilustração - VPadin


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A lei geral de causa e efeito e a lei da causalidade

Hoje posto um tema excelente que foi estudado na reunião do meu bloco Tema: a diferença entre a “lei geral de causa e efeito” e a “lei da causalidade” exposta por Nichiren Daishonin.

"O que diz o Gosho

Comecemos com uma famosa frase do escrito “Carta de Sado”: “Aquele que escala a montanha, mais cedo ou mais tarde, terá de descê-la. Aquele que despreza o outro, será desprezado [...]. Essa é a lei geral de causa e efeito”. (Os Escritos de Nichiren Daishonin, vol. 5, pág. 25.)

No trecho acima, por meio de raciocínio compreensível a todos, o Buda Nichiren Daishonin demonstra a visão convencional da lei de causa e efeito. Mas, continuando a leitura do mesmo Escrito, no trecho seguinte encontraremos uma frase intrigante: “No entanto, meus sofrimentos não se atribuem a essa lei causal”. (Ibidem, pág. 26.)

Sobre os dois trechos acima, o presidente Ikeda explana: “As ideias budistas convencionais sobre a retribuição cármica, segundo as quais nossos efeitos negativos do presente são o resultado de nossas más causas anteriores, e os efeitos positivos são o produto das boas causas realizadas no passado, na realidade não constituem um princípio de transformação cármica”. (Terceira Civilização, edição no 502, junho de 2010, pág. 49.)

Por que?
“Isso porque para se erradicar todas as causas cometidas no passado, uma a uma, seria preciso um tempo inconcebivelmente longo.” (Ibidem.)

“Em ‘Carta de Sado’, Daishonin salienta que essa visão sobre a retribuição cármica se baseia na ‘lei geral de causa e efeito’. De modo implícito, ele diz que o seu budismo não se baseia nessa causalidade geral.” (Ibidem.)

Um choque de realidade

“Em contraste, a causalidade geral dos ensinos pré-Sutra de Lótus opera com base no princípio da não-simultaneidade de causa e efeito. Como a eliminação de incontáveis faltas cometidas em existências passadas levaria um tempo inconcebível, a transformação do carma nesta existência acabaria sendo algo impossível.” (Ibidem, pág. 52.)

O Budismo Nichiren não é pessimista

A intenção de Nichiren ao explicar sobre a lei de causa e efeito e o carma é apresentar um meio prático de transformação da nossa realidade por meio da manifestação do estado de Buda. Todos têm o estado de Buda; a questão é como manifestá-lo na vida real, e o mais importante: agora!

Vamos raciocinar

O objetivo é transformar. Se a “lei geral de causa e efeito” for a base da nossa vida, a transformação é impossível. Exatamente por isso, ela não corresponde à visão de Nichiren Daishonin porque só conduz a um pensamento pessimista e não transforma. Então, o que fazer?!

A causalidade da Lei Mística

A resposta de Nichiren é a causalidade da Lei Mística. O presidente Ikeda explica: “A ‘causalidade para atingir o estado de Buda’ implica eliminar o mal fundamental e manifestar com vigor o estado de Buda — a nona cons ciência — que existe na essência da vida. Esta é a "causalidade da Lei Mística’ implícita no Sutra de Lótus; ou seja, no Nam-myoho-renge-kyo”. (Ibidem).

Como funciona a causa e efeito da Lei Mística?

“Mesmo que neste momento estejamos sofrendo devido a alguma retribuição cármica, se nos basearmos na causalidade da Lei Mística, manifestamos imediatamente o vasto estado de vida de Buda. Isso quer dizer que só podemos transformar realmente nosso carma por meio da Lei Mística da simultaneidade de causa e efeito.” (Ibidem.)

Como viver essa lei na prática?

A maneira de viver essa lei não é outra senão a prática do Chakubuku. O presidente Ikeda continua: “Nichiren esclarece o tipo de prática budista que nos possibilita realizar causas positivas fundamentais. Essa prática não é outra senão o Chakubuku — a refutação do errôneo e a revelação do verdadeiro — especificamente expressa como ‘denunciar os inimigos do Sutra de Lótus’, um ato que incorpora a causalidade da Lei Mística e que nos permite transformar o carma.” (Ibidem.)

Chakubuku

“‘Se Nichiren está fazendo a mesma causa que o Bodhisattva Jamais Desprezar, como seria possível ele não se tornar um buda igual a Sakyamuni?’, pergunta a si mesmo Daishonin pelo bem dos discípulos. A frase indica o princípio da unicidade de mestre e discípulo. Em outras palavras, nós também podemos, infalivelmente, atingir o estado de Buda se seguirmos o exemplo de Daishonin e triunfarmos sobre nossas adversidades, e mantivermos firmemente a prática do Chakubuku: refutar o errôneo e revelar o verdadeiro.” (Ibidem.)

Chakubuku - II

A prática do Chakubuku é a ação de realizar o Juramento Seigan de um Bodhisattva da Terra. Ou seja, cumprir a missão de lutar em prol da felicidade de outras pessoas. E, justamente esta ação corresponde a viver com base na “causalidade da Lei Mística”.


Causalidade de mestre e discípulo

O presidente Ikeda avança no tema e apresenta a “causalidade de mestre e discípulo” — ter a mesma conduta que o Mestre — como a chave para a transformação total do carma.

Causalidade de mestre e discípulo - II

“É natural que nossa vida pareça bem diferente da vida de um grande predecessor como o Buda Nichiren Daishonin. Isso é perfeitamente lógico já que somos indivíduos diferentes, cada um com as próprias circunstâncias, personalidade, capacidade e subjetividade. No entanto, se fizermos o mesmo tipo de causa que os corajosos devotos do Sutra de Lótus do passado realizaram, ou seja, se mantivermos o mesmo curso de ação e a mesma prática que eles, poderemos obter os mesmos efeitos ou resultados. Esta é uma forma de ver a causalidade baseada no caminho do mestre e do discípulo.” (Ibidem.)

A revolução do budismo

A grande “sacada”, ou a grande revolução do budismo, é ter a mesma conduta do Mestre. Mas como fazer isso?

Conclusão

O presidente Ikeda ensina: “Embora os discípulos se sintam totalmente diferentes do mestre em termos de sabedoria e de benevolência, enquanto mantiverem o mesmo compromisso, os mesmos ideais e esforços abnegados que o mestre poderão, sem falta, desfrutar um estado de vida tão sublime e vasto quanto o do mestre. Esse é o caminho para atingir a iluminação com base na unicidade de mestre e discípulo que pulsa no Sutra de Lótus.” (Ibidem)."

Fonte Terceira Civilização - Edição 511 - 19/03/2011 - Pág.52 - Os Encantos da Filosofia Budista - Para iniciantes

domingo, 24 de outubro de 2010

Lotus Sutra of the Wonderful Law

Há uns dias me deparei mais uma vez com um vídeo da música Lotus Sutra of the Wonderful Law de Nestor Torres, com o Gongyo e o Daimoku no fundo.
Já havia visto essa versão que mostra imagens que não lembram em nada o Budismo Nichiren, ou a qualquer outra linhagem do Budismo, pois foi montada com fotos de mesquitas, muçulmanos, mulheres em burcas e até a figura de cristo num vitral!
Como bom budista em vez de reclamar, parti para a ação e fiz uma nova edição de um slide show para essa lindíssima música.
Espero que gostem dessa versão e usem-na para propagar a Lei Mística, ou a Wonderful Law, como chamou Nestor.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Roots Of Wisdom - Alan Smallwood

Posto hoje aqui um clip que usei numa reunião de palestra do meu bloco, que traduzi e coloquei no You Tube para ser compartilhado por todos. A música se chama Roots of Wisdom , de autoria de Allan Smallwood, que lançou um disco com canções instrumentais incorporando a recitação do Nam-myoho-renge-kyo. Para mais detalhes entre no site dele www.alansmalwood.com, onde você pode encontrar mais informações, ouvir trechos das músicas e até comprar o disco.

domingo, 5 de setembro de 2010

Daimoku: remédio para felicidade

"Fórmula: Nam - Myoho - Renge - Kyo
Indicações: Problemas de saúde, dores em geral, desarmonia familiar, dificuldades profissionais e financeiras, tristeza, angústia, etc... Posologia: Recomenda-se para casos leves 20 min. de Daimoku dia e para os casos mais graves 60 min. de Daimoku ao dia.
Precauções: O tratamento não deve ser interrompido, até que os resultados sejam obtidos.
Efeitos Colaterais: Durante o tratamento poderão surgir ataques de maldade , sob forma de preguiça, sono,etc... que desaparecerão com o uso regular do medicamento.
Responsável pela fórmula: Nitiren Daishonin
Prazo de validade: Eterno"
Agradecimentos a Luciane Freitas, membro da BSGI.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Em Portland...


Vindo a Portland, EUA, a trabalho, consegui dar uma passada no Centro Cultural aqui da área, onde participei de uma reunião de Chakubuku e até tirei uma foto com a Men's Division, a nossa DS.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Você é determinado ou "cismado"


Hoje posto uma matéria publicada no Jornal Brasil Seikyo, de uma série intitulada "Os Encantos da Filosofia Budista", que tem como título Você é determinado ou "cismado".


"Aos iniciantes
A determinação, assunto desta página, ativa o poder do Gohonzon (BS edição no 2.036) e gera os beneficios (BS edição no 2.034).
[nota da Redação: a origem do conceito budista de determinação é o termo japonês itinen. Para melhor compreensão e exposição do texto, optamos por grafar das duas formas.]
O que é?
É o itinen de cada um que torna a vida do jeito que é. Do ponto de vista do Budismo Nichiren, a determinação é o foco da sua mente neste momento. Não há pessoas “sem determinação”. Existem indivíduos “determinados” a sofrer ou “determinados” a serem felizes. A questão é para onde o itinen está direcionado. O objetivo do budismo é tornar seu itinen ideal, iluminado.
O determinado
A determinação ideal é aquela que vem de dentro, reluzente, autêntica. Você sente uma natural necessidade de algo vindo do seu eu. E age na certeza de que aquilo já foi alcançado. Uma convicção assim é baseada num estado iluminado a partir da fé no Gohonzon. Suas ações, após a recitação do Nam-myoho-renge-kyo, estarão baseadas nessa certeza e cada ato contribui para aumentar a satisfação e a alegria por ver o externo modificar-se para melhor.
O cismado
Já o cismado, baseia-se em coisas externas. Teima em conseguir algo por influência externa, para agradar os outros ou “mostrar” a alguém. A determinação ideal gera satisfação plena, sabedoria e energia vital. A cisma traz ansiedade e sensação de vazio. Por mais que consiga o desejado — o que é raro — não produz valor interior e corre o risco de gerar transtorno ao seu redor.
Para acertar sempre
Não importa qual sua necessidade pessoal, seu objetivo, tenha claro interiormente qual é o motivo, o “porquê”. Isso gera valor positivo, ou seja, o benefício. Ore com a determinação de que a conquista lhe dará mais condições de se empenhar em prol do Kossen-rufu.
O cismado
Mesmo alguém apático ou triste, tem determinação. Afinal, apesar da vida seguir um curso natural em direção a felicidade, ele está decidido ou “cismado” que não merece ser feliz e que seu problema não tem solução. Sua determinação, focada na negatividade, encobre seu verdadeiro eu. Ele está focado no problema. A infelicidade é uma determinação mal utilizada, desfocada, iludida. O cismado tem um objetivo, mas busca atingí-lo na mesma condição interior que é a causa da sua derrota. Ele não quer mudar e nem assumir a responsabilidade. Tal atitude sempre o levará ao mesmo resultado, porque a pessoa não se preocupa em gerar a condição interna para mudar o externo.

Como vencer em tudo
A chave da vitória é direcionar seu itinen para a felicidade e não para o sofrimento. Se deseja atingir a felicidade absoluta [Estado de Buda], acredite em si mesmo. Fortaleça seu coração cultivando força e convicção interna, até que se torne inabalável diante de qualquer obstáculo. O coração ou a mente é o que determina a vitória ou a derrota em tudo.

O determinado
O determinado senta diante do Gohonzon com a certeza absoluta da vitória e transborda confiança, alegria. Seu coração está livre e sua convicção é máxima. “Um coração libertado dos grilhões da ignorância é imenso como o céu, livre como uma águia planando nas alturas.” (Daisaku Ikeda, TC, edição no 490.). É essa a condição que a pessoa deve sentir no momento em que determina.
Itinen ideal
O itinen ideal é um estado mental livre de preocupações, pois a pessoa passa a enxergar as coisas como elas realmente são. Ou seja, tudo é causa, motivo para a felicidade absoluta.
Mude o passado
O cismado vive a lamentar o passado e a temer o futuro. Ele nunca enxerga o potencial do presente como causa da iluminação. Mesmo orando ele agoniza, sua mente fica nublada e preocupada. O presidente Ikeda explica: “Ficar limitados pelas causas do passado, reclamando de seus efeitos no presente, torna a vida infeliz. [...] Ao elevar nosso estado de vida no presente, as causas negativas que fizemos no passado são transformadas em positivas. Não há nenhuma necessidade de ficar prisioneiro do passado; de fato, podemos até mesmo mudar o passado.” (BS, edição no 2.011, 14 de novembro de 2009, pág. A3).
Cuidado com a covardia
O cismado tende a ser covarde e “a covardia nos fecha os olhos” [Ralph Waldo Emerson]. Por isso, o cismado esbarra no menor obstáculo como algo intransponível: “O medo nos impede de perceber a verdade, não nos deixa enxergar os fatos como realmente são. Faz com que uma dificuldade insignificante pareça um obstáculo enorme”. (Daisaku Ikeda, TC, edição 490). Nichiren vai mais fundo: “Tenha uma forte fé. Um covarde é incapaz de obter respostas de suas orações”. (WND-1, pág. 795).
No beco sem saída
O cismado roda, roda e está sempre num beco sem saída, preso às tendências cármicas. O determinado jamais é derrotado e vence as mais difíceis batalhas com sabedoria e alegria. “Seja qual for a circunstância, quando nos baseamos na Lei Mística, a Lei suprema do Universo, jamais nos veremos num beco sem saída.” (Ibidem).
Como orar para vencer
Quando alguém com itinen ideal ora Daimoku, ele o faz com alegria, na certeza da vitória. O cismado ora aguardando de maneira incerta que algo aconteça de algum lugar. “A determinação de uma pessoa é extremamente sutil. São essas sutis diferenças no itinen que refletem no Universo para manifestar-se como resultados radicalmente diferentes.” (BS, edção no 1.231, 26 de junho de 1993, p. 3.)
Itinen correto é itinen iluminado
Vencer a escuridão fundamental é focar o itinen no Kossen-rufu. Este ato prova que estamos focando naquilo que é essencial e concreto. Empenhar-se em prol do Kossen-rufu de acordo com a unicidade de mestre e discípulo faz manifestar o benefício supremo de vencer qualquer ilusão capaz de nublar o nosso itinen.
Eduque seu itinen
O Gohonzon existe para mudar o itinen. Uma oração baseada no itinen correto conduz à ações e resultados concretos. A determinação ideal faz a pessoa assumir o controle sobre a vida. A vontade de agir cria a oportunidade mas a ilusão faz perder a consciência de que você é o personagem ativo da situação. “Tudo está ruim! Não é possível que sou o causador disso?!”, pensa o cismado. O determinado tem a mente clara e naturalmente acha soluções criativas. Por meio da prática diante do Gohonzon, o determinado educa seu itinen.
A estratégia para vencer
A melhor estratégia para a vitória absoluta é ter um itinen ideal. Ou seja, essa é a “estratégia do Sutra de Lótus”. O presidente Ikeda resume: “A ‘estratégia do Sutra de Lótus’ corresponde à fé no Gohonzon; à fé que combate a ignorância e a ilusão, que transforma o carma negativo em positivo e que triunfa sem falta por meio da oração convicta, da sabedoria e da coragem ilimitadas — todas derivadas dessa oração.” (Ibidem).
Um exemplo interessante
Imagine a seguinte situação: uma pessoa deseja que sua família pratique o budismo. Se o desejo for verdadeiramente a felicidade da família, ela se empenhará em mudar, em tornar-se exemplo do que gostaria de ver nos demais. Sua atitudes naturais não são uma estratégia qualquer e sim consequência da disposição de oferecer o melhor, de contribuir para a felicidade das pessoas, independentemente da religião que elas mantenham. O compromisso é com a felicidade da sua família e não com a “religião” em si. Esta é a pessoa determinada! Com essa postura, naturalmente os membros da família passam a confiar e a acreditar na pessoa. Lembre-se, “o propósito do advento do lorde Buda neste mundo estava em seu comportamento como ser humano.” (END, vol. 1, pág. 299.)
Já o cismado...
Por outro lado, se a preocupação for baseada no que os outros vão pensar pelo fato da família não praticar, a pessoa passa a cobrar, tentando empurrar a prática budista a todo custo e tornando-a a causa de brigas e discussões. Não se nota o mínimo de disposição para ser um exemplo. Este é o cismado!
Outro exemplo interessante
Numa ocasião, para um homem cuja a esposa era contra a prática da fé, o presidente Toda disse:
“Você deve cumprir seus deveres como chefe da família. Não está ganhando dinheiro o suficiente. Um marido deve adorar a esposa e ter condições de comprar-lhe um vestido novo de vez em quando.
Esse problema é você quem tem de resolver. O problema não é sua esposa, mas você. Você é quem deve mudar em primeiro lugar. Deve se tornar um ser humano admirável. Como ela está contra sua prática, num certo sentido você se tornou dependente dela.
Depende de você criar um estado de vida de total liberdade...
Enquanto reclamar para ela, não estará praticando a fé corretamente. Quando demonstrar para sua esposa a mesma consideração que demonstra para o Buda, ela não terá nada do que reclamar.
Em geral, não há nenhuma razão para um marido reclamar da esposa. Mesmo porque ela não está recebendo nenhum salário de você! E aposto que você nem mesmo compra roupas novas para ela! Portanto, em vez de ficar resmungando, deveria tratá-la com carinho. É aí que começa a fé. Não suporto ouvir homens reclamando porque a esposa não pratica ou culpando-a por seus problemas quando eles mesmos não demonstram nenhum resultado de sua prática da fé.” (BS, edição nº 1.567, 12 de agosto de 2000, p. 3).
Itinen Sanzen
O itinen (determinação em um dado momento) faz surgir o sanzen (três mil mundos), tanto positivamente (o “determinado”) como negativamente (o “cismado”). É por isso que o Gohonzon é considerado o itinen sanzen prático.
Conclusão
Imagine que você pudesse fotografar seu estado mental. Esta fotografia, a imagem que você tem de si mesmo, é o que determina sua vida. O estado de vida revelado nesta foto passa a ser o seu estado básico de vida. O Gohonzon é considerado o itinen sanzen prático porque é uma especie de fotografia do estado de Buda. Praticar diante do Gohonzon faz com que nossa vida copie aquela imagem do estado de Buda demonstrada no Gohonzon. O estado ideal é quando oramos com sinceridade e o Gohonzon passa a ser o nosso coração. A fotografia que irá nos guiar em tudo é o estado de Buda que passa a ser nosso estado básico de vida."
Fonte: BRASIL SEIKYO, EDIÇÃO Nº 2038, PÁG. A3, 05 DE JUNHO DE 2010.
Se você já membro da BSGI ou frequenta algum bloco de estudo, não deixe de assinar o Jornal Brasil Seikyo e/ou a Revista Terceira Civilização, que são os veículos por onde aprofundamos os conhecimentos do Budismo de Nichiren Daishonin. Caso não seja nem membro ou ainda não frequente algum bloco de estudo, você pode assinar diretamente do site da Editora Brasil Seikyo pelo email assinaturas@brseikyo.com.br

terça-feira, 15 de junho de 2010

Até quando?

Estava navegando pelo Facebook de uma amiga quando li no seu status uma parte da letra de "Até quando" do Gabriel o Pensador, de uma música que já havia ouvido, mas na ocasião não fiz a associação com o Budismo, como desta vez. Vejam e me digam se isso não é a descrição da Revolução Humana?


"Mude, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda a gente anda pra frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro,
na mudança do presente a gente molda o futuro".
Gabriel o Pensador

sábado, 12 de junho de 2010

Seja forte

Recebi por email esse vídeo e resolvi postar aqui para dividir essa maravilha com todos que frequentam o Buda Na Web. Bom proveito!
"Eu vou me levantar 100 vezes. E se eu falhar 100 vezes, se eu falhar e desistir, você acha que algum dia eu vou me levantar?"

video

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Diagrama do Gohonzon

O Sandro, que mantém o site As Mais Belas Histórias Budistas, montou um slide show (PPS) com o diagrama do Gohonzon, usando o material "O Tesouro da Vida", de Ted Morino, publicado na revista Living Buddhism da SGI USA. Peguei esse slide show e transformei num vídeo, que posto aqui no blog, sempre agradecendo muito ao Sandro pela sua batalha pelo Kossen-rufu.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Poder além da vida

Hoje posto um vídeo resumo do filme Poder Além da Vida, uma belíssima exposição da filosofia budista. Clara e sem dogma, como a própria idéia sobre o tema deve ser tratada. Ideal para quem ainda acredita que o mundo é separado de nós e vive diariamente nessa cortina de ignorância que só traz ao homem o sofrimento.
A história gira em torno do ginasta Dan (Scott Mechlowicz ), que atravessa a faculdade com tudo que sempre sonhou: medalhas, garotas, amigos. Após um acidente de moto, a vida de festas e competições do jovem parece estar para sempre terminada, até que um mecânico com a sabedoria de um mestre (Nick Nolte) decide ajudar o jovem a recuperar a forma e, principalmente, seu amor pela vida. Baseado no best seller “Way of The Peaceful Warrior".

terça-feira, 27 de abril de 2010

757 anos de Nam-myoho-renge-kyo

"Em 28 de abril comemoramos a criação do Budismo de Nichiren Daishonin, pois foi nesse mesmo dia, no ano de 1253, de frente para o sol nascente, que o Buda Nichiren proferiu pela primeira vez o Nam-myoho-renge-kyo.
Reproduzo aqui uma matéria já postada anteriormente aqui no blog sobre a vida do Buda Original dos Últimos Dias da Lei:


Nichiren Daishonin nasceu em 16 de fevereiro de 1222, em Kominato, na Província de Awa, a leste da atual Baía de Tóquio, como filho de uma família de pescadores. Seu pai chamava-se Mikuni no Tayu e sua mãe, Umeguikunyo.
Quando nasceu recebeu o nome de Zenniti-maro, e com a idade de 12 anos entrou para o templo Seityoji a fim de estudar o budismo.
Com dezesseis anos, entrou para o sacerdócio, tendo como mestre o bonzo Dozen-bo, e recebeu o nome de Zesho-bo, Rentyo. Desse dia em diante, devotou-se inteiramente ao estudo de todas as escrituras budistas.
Ele visitou os principais templos e leu todos os sutras e tratados. Como resultado, aprendeu a essência do budismo, compreendendo a doutrina e o método para a salvação de todas as pessoas. Após dezesseis anos de estudo e prática, compreendeu que o ensino fundamental do budismo é o Sutra de Lótus.
Ao meio-dia de 28 de abril de 1253, no templo Seityoji, ele proclamou o Nam-myoho-renge-kyo como único e verdadeiro ensino de Mappo, estabelecendo o Verdadeiro Budismo. Estava então com 32 anos (1) de idade.
Nessa ocasião, nomeou a si próprio de Nichiren (literalmente, Sol de Lótus).
Quando Daishonin declarou a Verdadeira Lei, refutou a seita Nembutsu (ou Jodo) afirmando ser a causadora do inferno de incessantes sofrimentos. Isso despertou o ódio de Tojo Kaguenobu, lorde da área e seguidor da seita Nembutsu. Banido de Seityoji, Daishonin foi para Kamakura, a sede do governo na época.
Numa pequena cabana, num local chamado Matsubagayatsu, ele iniciou sua atividade para a salvação de todas as pessoas.
Nos dias de Nichren Daishonin, as três calamidades e os sete desastres (2) aconteceram sucessivamente. Em particular, um grande terremoto abalou Kamakura em agosto de 1257, e destruiu quase todos os seus principais prédios. Tendo como motivo esse terremoto, Daishonin visitou o templo Jissoji para ponderar sobre a causa das três calamidades e dos sete desastres e também sobre como erradicar essa causa. Foi durante sua estada nesse templo que Nikko Shonin tornou-se seu discípulo.
No dia 16 de julho de 1260, Nichiren Daishonin endereçou um tratado intitulado Rissho Ankoku Ron (A Pacificação da Terra por meio da Propagação do Verdadeiro Budismo) para Hojo Tokiyori, um ex-regente que exercia enorme influência sobre o governo da época.
O tratado afirmava que a causa das três calamidades e dos sete desastres estava na calúnia das pessoas à Verdadeira Lei e na aceitação de doutrinas que contradiziam o ensino do Buda.
Entretanto, Tokiyori rejeitou a admoestação de Daishonin. Enquanto isso, com o apoio de Hojo Shiguetoki, o pai do então regente Hojo Nagatoki, um grupo de seguidores da seita Nembutsu reuniu-se em Matsubagayatsu, na cabana de Daishonin, para assassiná-lo. Esse acontecimento é conhecido como “Perseguição de Matsubagayatsu”, e ocorreu na noite de 27 de agosto de 1260.
Daishonin escapou por pouco dessa perseguição, mas foi banido para a localidade de Ito, na Província de Izu, em 12 de maio de 1261. A ordem do regente — o exílio — foi na realidade uma decisão ilegal embasada somente em seus sentimentos pessoais.
Em fevereiro de 1263, Hojo Tokiyori emitiu o perdão permitindo que Daishonin retornasse a Kamakura. No dia 11 de novembro de 1264, quando Nichiren Daishonin ia visitar Kudo Yoshitaka, chefe do poderoso clã em Awa e um de seus devotados seguidores, sua comitiva chegou a um local chamado Komatsubara, onde subitamente, a tropa de Tojo Kaguenobu atacou. Essa foi a “Perseguição de Komatsubara”.
No dia 18 de janeiro de 1268, emissários mongóis chegaram a Kamakura levando ordens de submissão ou guerra. Presenciando a invasão estrangeira que ele havia predito no Rissho Ankoku Ron, mais uma vez admoestou os governantes, dizendo que deveriam converter-se ao Verdadeiro Budismo.


No dia 12 de setembro de 1271, Hei no Saemon, chefe da força militar, ordenou que Daishonin depusesse na corte para investigações. Daishonin enfrentou-o destemidamente e advertiu-o sobre a conduta errônea do governo. Como resultado, dois dias depois ele foi preso como um rebelde por guerreiros liderados por Hei no Saemon. Esse chefe militarista arbitrariamente decidiu decapitar Daishonin à meia-noite no campo de execução de Tatsunokuti, em Kamakura.
Entretanto, não foi possível decapitá-lo, pois no momento da execução, “um corpo celeste tão brilhante quanto a Lua surgiu repentinamente na direção de Enoshima e atravessou rapidamente o céu de Sudeste a Noroeste. Era pouco antes da alvorada e estava muito escuro para ver o rosto de qualquer pessoa, entretanto, o objeto clareou todos. O carrasco caiu cobrindo sua face, e seus olhos cegaram-se. Em pânico, alguns soldados fugiram para longe, outros caíram de seus cavalos e outros ainda esconderam-se atrás das selas.” (“Comportamento do Buda”, END, vol.1, pág.163.) Esse acontecimento é chamado de “Perseguição de Tatsunokuti”.
Nesse momento, Nichiren Daishonin abandonou sua condição transitória como Bodhisattva Jogyo, ao mesmo tempo em que provou a si mesmo ser o Buda Original da Suprema Sabedoria. Esse fato é chamado de Hosshaku Kempon (abandonar a forma transitória e revelar a verdadeira identidade).


Após a tentativa malsucedida de execução, o governo decidiu banir Daishonin para a Ilha de Sado. Forçado a permanecer numa pequena choupana, sem alimentos e em meio a um frio intenso, ele sofreu ataques contínuos por parte dos bonzos inimigos que viviam no local. Apesar de viver em circunstâncias tão severas, Daishonin escreveu muitas obras importantes nesse local.
O exílio em Sado dividiu em duas fases a vida dedicada à propagação. Desde que recitou pela primeira vez o Nam-myoho-renge-kyo em 28 de abril de 1253 até o seu segundo exílio na Ilha de Sado, ele somente propagou o Daimoku e não se referiu aos “Três Grandes Ensinos Fundamentais”. Após a Perseguição de Tatsunokuti e seu exílio em Sado, Nichiren Daishonin assume a sua identidade como Buda Original dos Últimos Dias da Lei, ou o Buda Original da Suprema Sabedoria. Posteriormente, ele inscreveu o Gohonzon, expondo seus importantes ensinos e finalmente atingindo o propósito de seu advento — o estabelecimento do Dai-Gohonzon do Verdadeiro Budismo.
Dos escritos que completou na Ilha de Sado, os dois mais importantes são “Abertura dos Olhos” e “O Verdadeiro Objeto de Adoração”. Ele iniciou a preparação de “Abertura dos Olhos” em 1271 e terminou em fevereiro de 1272. Essa escritura é a prova documental da revelação do Buda Original. Nela Nichiren Daishonin expõe que ele próprio é possuidor das “três virtudes de soberano, mestre e pais”, e que é o “Buda Original dos Últimos Dias da Lei”, ou o “objeto de adoração em termos de Pessoa”.
Ele escreveu “O Verdadeiro Objeto de Adoração” em abril de 1273, no qual esclareceu que o Gohonzon é o objeto de devoção para a salvação de todas as pessoas nos Últimos Dias da Lei e a forma como o Daimoku deve ser recitado. Nichiren Daishonin inscreveu a sua condição de vida em forma de um mandala, revelando desse modo o “objeto de devoção em termos de Lei”.
Assim, ele ensina que as pessoas nos Últimos dias da Lei devem abraçar o Gohonzon de nimpo ikka (unicidade de Pessoa e Lei) e recitar o Daimoku com fé a fim de atingir a iluminação nesta vida.
Perdoado de seu exílio na Ilha de Sado em fevereiro de 1274, Nichiren Daishonin retornou a Kamakura em março. Em 8 de abril, apresentou-se perante Hei no Saemon, oficial representante do regente Hojo Tokimune.
Diferente da primeira ocasião, Hei no Saemon mostrou-se gentil e polido quando perguntou a Nichiren Daishonin sua opinião sobre o ataque mongol, e quando isso ocorreria. Daishonin respondeu claramente: “Eles certamente chegarão ainda este ano”, como consta no Gosho “Comportamento do Buda”. Também admoestou os oficiais contra a aceitação de religiões heréticas e solicitou-lhes que buscassem a fé no Verdadeiro Budismo a fim de evitar a invasão.
Entretanto, uma vez mais recusaram a advertência e Daishonin decidiu viver em reclusão na Vila haguiri, situada aos pés do Monte Minobu, na Província de Kai.
Em outubro de 1274, as forças mongóis atacaram Ikki e Tsushima, duas das ilhas situadas no Sudoeste do Japão, e então seguiram para a Baía Hakata, na costa nordeste de Kyushu. Nichiren Daishonin devotou-se totalmente preparando os seus discípulos e trabalhando em volumosas teses tais como "Seleção do Tempo” e “Retribuição aos Débitos de Gratidão”. Além disso, transferiu oralmente seus profundos ensinos a seu sucessor imediato, Nikko Shonin, os quais se encontram no Ongui Kuden (Registro dos Ensinos Orais), Hyaku Rokka Sho (As Cento e Seis Comparações) e Honnin-myo Sho (Sobre a Verdadeira Causa).
Em 21 setembro de 1279, vinte camponeses e seguidores de Nichiren Daishonin, que viviam Atsuhara, foram injustamente detidos. Eles foram levados a Kamakura e aprisionados, sendo coagidos a abandonar a fé no Budismo de Daishonin, mas persistiram, sem ceder às torturas praticadas pelos guardas de Hei no Saemon. Mais tarde, os três irmãos Jinshiro, Yagoro e Yarokuro foram executados, enquanto dezessete outros seguidores foram banidos de suas terras. Essa foi a “Perseguição de Atsuhara”.
Mais tarde, Daishonin mudou-se para um templo chamado Minobu-zan Kuonji. Depois, transferiu a totalidade de seus ensinos a Nikko Shonin. Em 13 de outubro de 1282, faleceu aos 61 anos (3) na residência de Munenaka Ikegami.

Notas:
1. No sistema japonês de contagem, considera-se que a pessoa já tenha um ano de idade no ano de seu nascimento

2. Três calamidades e sete desastres: Calamidades e desastres causados pela calúnia ao Verdadeiro Budismo. As três calamidades são: guerra, pestes e fome. Os sete desastres são:
(1) eclipse solar ou lunar
(2) movimento anormal dos corpos celestes ou aparecimento de cometas
(3) destruição geral pelo fogo
(4) irregularidades meteorológicas tais como tempestades e alterações anormais de temperatura
(5) ventanias e furações
(6) seca prolongada
(7) destruição do país por lutas internas ou por invasão estrangeira

3. Vide nota 1."

Texto, Exame de Budismo 2.000, págs. 48-50. Colaboração Bloco Parc des Princ
e, Barra, RJ

domingo, 25 de abril de 2010

Resultados do Exame de Budismo

Já saiu a lista de aprovados no Exame de Budismo promovido pela BSGI. Para saber se passou ou não é só ir na Extranet do site da BSGI e clicar em Lista de Aprovados no Exame, colocar seu código de membro e a sua senha e conferir os resultados.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Livros e acessórios budistas, onde conseguir?

Muitas pessoas tem dificuldades para encontrar livros e acessórios de budismo, e volta e meia perguntam aqui no blog. Tentando preencher essa lacuna o post de hoje é sobre algumas fontes confiáveis aqui na web.
Em relação à livros do budismo de Nichiren Daishonin o melhor lugar é, sem dúvida, a Editora Brasil Seikyo. Além de poder comprar pelo site, há links de livrarias onde se pode encontrar também as publicações.



Acessórios budistas como butsodan, sino, vaso para plantas e água, incenso, castiçal, queimador de incenso, juzu, sutra além de livros podem ser encontrados nos seguintes sites:

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Funções Protetoras do Universo - Shoten zenjin


Hoje posto uma matéria bastante interessante e esclarecedora, que foi publicada no Jornal Brasil Seikyo, sobre as Funções Protetoras do Universo, uma dúvida muito comum entre praticantes e leigos.

"Pergunta: Qual é o significado de funções protetoras do Universo exposto no budismo?
Resposta: Conhecido também como “deuses budistas”, “divindades celestiais” ou “deuses protetores” entre outros, refere-se às funções que protegem os ensinos corretos do budismo e os seus praticantes. Elas beneficiam tanto as pessoas como os locais onde habitam, proporcionando-lhes boa sorte.
Literalmente, o termo em japonês shoten zenjin significa “deuses celestiais e divindades benevolentes” e engloba todos os tipos de divindades tais como o Brahma (Bonten), Shakra (Taishaku), os quatro reis celestiais1, a Deusa do Sol, os deuses do sol e da lua e várias outras. A maioria destas divindades eram tradicionalmente reverenciadas na antiga Índia, China e Japão. Tais divindades passaram a fazer parte do pensamento budista à medida que o budismo se desenvolvia e florescia nessas regiões.
Cabe ressaltar, porém, que a visão budista em relação a essas divindades não é absolutamente no sentido de objeto primário para a crença ou devoção, mas sim de funções de suporte e de proteção à Lei, aos ensinos budistas e aos seus praticantes.
O primeiro capítulo do Sutra de Lótus de Sakyamuni descreve uma cena em que os deuses celestiais reúnem-se para ouvir a pregação do sutra pelo Buda. No décimo quarto capítulo, “Práticas Pacíficas”, contém uma passagem em que os deuses celestiais se comprometem a viver dia e noite pela causa da Lei e a defender e proteger constantemente todos aqueles que praticam fielmente os ensinos dos sutras. Assim, no Sutra de Lótus, as divindades celestiais são vistas como aquelas que protegem os que abraçam este sutra.
O Buda Nichiren Daishonin também se refere aos ‘deuses budistas’ exatamente neste sentido de protetores da Lei e de seus seguidores. No escrito “Abertura dos Olhos” consta a seguinte passagem: “Em conseqüência disso, a Deusa do Sol, o Deus Hatiman, o rei das Montanhas do Monte Hiei e outras grandes divindades benevolentes que protegem a nação, não podendo mais desfrutar o verdadeiro ensino, partiram da nação”. (Os Escritos de Nichiren Daishonin, vol. IV, pág. 26.) No escrito “Tratamento da Doença” consta: “Como resultado, os deuses que guardam os verdadeiros ensinos, tais como Bonten (Brahma) e Taishaku (Shakra), os deuses do sol e da lua e os quatro reis celestiais punem o país, e os três perigos e sete calamidades ocorrem em escala sem precedentes”. (As Escrituras de Nichiren Daishonin, vol. I, pág. 226.)

Pergunta: Em termos práticos, como podemos obter a proteção dessas funções protetoras do Universo?
Resposta: Nichiren Daishonin, o verdadeiro Buda dos Últimos Dias da Lei, revelou a lei do Nam-myoho-renge-kyo e inscreveu o objeto de devoção, o Gohonzon, para que todas as pessoas pudessem manifestar o estado de Buda inerente à sua própria vida. Assim, ensinou o caminho para que qualquer pessoa, independentemente da raça, classe social ou nível de escolaridade, possa evidenciar a verdadeira felicidade do interior de sua própria vida e que não dependa de fatores externos. Para as pessoas que praticam corretamente este budismo, as funções protetoras do Universo ou os deuses budistas agem de alguma forma no sentido de protegê-las. Ou, em uma análise mais aprofundada, pode-se dizer que a verdadeira prática do budismo deve ser conduzida de forma a refletir na vida diária atitudes e ações que resultem na proteção destas funções."
Fonte: Brasil Seikyo, edição nº 1840, 22/04/2006, página A8

sexta-feira, 26 de março de 2010

Niji - Nesse momento

"Criando “nesse momento” as condições para a felicidade.
Pergunta: “Nesse momento” ou “Niji”, como consta no Sutra de Lótus, significa que no budismo existe um momento determinado para se alcançar a felicidade?
Com relação à frase “Nesse momento” (Niji) que abre o capítulo Hoben do Sutra de Lótus, o presidente Toda explicou: “‘Nesse momento’ refere-se ao conceito de tempo empregado no budismo. Difere do tempo no sentido que costumamos usar para indicar as horas, as estações do ano ou para especificar uma época.
“Nem é comparável à típica introdução dos contos infantis ‘Era uma vez...’. O tempo, no sentido aqui expresso, refere-se ao momento em que um buda, percebendo a ansiedade das pessoas em ouvi-lo, aparece a fim de expor seu ensino.”


A questão do tempo é algo complexo e essencial dentro da perspectiva da vida. Sabemos que na nossa vida tudo tem seu devido tempo. Existe o período em que passamos dentro da barriga de nossa mãe, a época de crescimento na infância e adolescência, a de estudar, de se formar e a de trabalhar, e assim por diante. Não podemos obrigar uma criança recém nascida a se formar na faculdade, assim como não podemos exigir que uma árvore já dê frutos amadurecidos, tudo depende da época e das condições propícias.
No budismo acontece algo muito parecido, pois um buda somente pode expor a Lei quando se reúne quatro condições: tempo, resposta, capacidade e Lei. Tempo, no budismo, indica aquele em que o Buda aparece para expor a Lei em resposta à capacidade das pessoas que buscam seu ensino. Em outras palavras, é o tempo em que o Buda e os seres humanos se encontram.
Do ponto de vista do Verdadeiro Budismo de Nitiren Daishonin, podemos interpretar “nesse momento” como indicativo do tempo em que o Buda Original iniciou seu empenho para salvar a humanidade com a propagação da Lei Mística. Além disso, também podemos dizer que “neste momento” indica o tempo em que os discípulos de Daishonin levantam-se unidos ao mestre para realizar o Kossen-rufu.


Se analisarmos nossa prática, entendemos que “nesse momento” existe somente quando oramos ao Gohonzon e manifestamos determinação e consciência de nossa missão pelo Kossen-rufu. É preciso determinar, orar e agir. Se não o fizermos, nosso ambiente em nada mudará. Mesmo que decorram cinco ou dez anos, “este momento” jamais chegará. Somente nossa sincera determinação pelo Kossen-rufu cria o “tempo”.
Em conclusão, “nesse momento” refere-se ao momento em que nós, espontaneamente, determinamos realizar algo pelo Kossen-rufu e não quando é solicitado que o façamos. Refere-se a “este momento”, o tempo de sua missão.
O presidente Ikeda certa vez orientou: “‘O que importa é o coração." Nisso se encontra a essência da vida. Nosso coração e nossa mente envolvem toda a sociedade, o mundo e o Universo. Tudo se decide pela determinação em nosso coração neste exato momento.”"
Fonte e referências:
Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, págs. 50-52.
Brasil Seikyo, edição no 1.735, 14 de fevereiro de 2004, pág. C1.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Hora do Planeta 2010

Dia 27 de março, programe-se para apagar as luzes das 20h30 às 21h30. Na Hora do Planeta 2010, o mundo inteiro vai apagar as luzes e protestar contra o aquecimento global.

Em 2009 o movimento teve meio bilhão de participantes em 88 países. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor e outros ficaram uma hora no escuro.
Com a sua ajuda de cada um, este ano vamos chegar a 1 bilhão de participantes. Será uma demonstração grandiosa de que a população do planeta exige o combate aos efeitos das mudanças climáticas.
Entre no site www.horadoplaneta.org.br e ajude a fazer a diferença!


domingo, 28 de fevereiro de 2010

Seja feliz agora!

Recebi por email uma dessas apresentações em Powerpoint que continha um texto bem interessante que publico aqui e divido com vocês.



Nós nos convencemos, que a vida ficará melhor, quando nós formos casados, tivermos um filho e, depois, mais um.Então nos frustramos, porque nossos filhos não têm idade suficiente e achamos que as coisas mudarão quando eles ficarem mais velhos.Então nos frustramos, porque eles viraram adolescentes e querem discutir conosco a respeito de tudo. Mas achamos que tudo ficará melhor, quando eles forem uns 10 anos mais velhos.Nós nos dizemos, que a vida melhorará, quando nós trabalharmos juntos com nossos parceiros, quando tivermos um carro bonito, quando tirarmos férias, quando descansarmos.A verdade é que não há nenhum momento melhor para ser feliz do que agora.Se não for agora, então quando?A sua vida muda o tempo inteiro. É melhor ter paciência com tudo e se decidir a ser feliz.Durante muito tempo nós pensávamos que a vida começaria a seguir. A vida de verdade. Pensávamos sempre, é preciso primeiro que uma outra coisa aconteça durante esse tempo: realizar alguma coisa, terminar um trabalho, esperar um momento, atingir um objetivo. E depois começaria a vida de verdade tão desejada. No final eu entendi que o depois já era a vida de verdade.Desse ponto de vista eu entendi que não existe um caminho para ser feliz.Ser feliz É o caminho.Curta então o ser feliz.Pare de esperar até terminar a escola, até voltar para a escola, perder 5 quilos, ganhar peso, começar a trabalhar, casar-se, até a sexta à noite ou sábado de manhã, esperar um carro novo, ter pago a hipoteca, até a primavera, o verão, o outono ou o inverno, até que a sua música toque no rádio, até morrer e nascer novamente... decida a ser feliz antes.A felicidade é uma viagem e não um destino.Não há melhor momento para ser feliz do que... AGORA!Viva e curta o momento.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Uma mudança radical na crença religiosa

Recebi essa matéria por email para que fosse compartilhada com todos nas minhas listas de email, e agora posto aqui no blog.


Uma mudança radical na crença religiosa
É sabido que algumas crenças e religiões que fazem parte da vida dos homens desde tempos antigos pregam a crença em deuses e divindades dotados de poderes sobrenaturais. Assim, estabeleceu- se o que pode ser considerado como uma certa dependência desses seres superiores.
Mas, o surgimento do Budismo de Nichiren Daishonin veio a revolucionar substancialmente essa forma de pensar.
No escrito “Resposta à Dama Nitimyo”, Nichiren Daishonin declara: “Nunca procure este Gohonzon fora de si mesmo. O Gohonzon existe somente no corpo dos mortais comuns como nós, que abraçam o Sutra de Lótus e recitam o Nam-myoho-renge- kyo”.1 Por meio desta curta frase, Daishonin explica um princípio extremamente importante e muda radicalmente o direcionamento da fé. Ele enfatiza que o Gohonzon existe unicamente na vida das pessoas que recitam o Nam-myoho-renge- kyo e adverte que o Gohonzon jamais deve ser procurado fora da própria pessoa. No momento em que se inicia a procura do Gohonzon fora de si mesmo, ele deixará de existir na vida dessa pessoa.
Nichiren Daishonin afirma na frase acima que o Gohonzon surge na vida das pessoas por meio da ação de abraçar o Sutra de Lótus e de recitar o Nam-myoho-renge- kyo.

O Sutra de Lótus expõe que todas as pessoas são capazes de atingir a iluminação. Abraçar o Sutra de Lótus significa acreditar e não duvidar que todas as pessoas podem alcançar a iluminação. Portanto, abraçar o Sutra de Lótus é acreditar na realização infalível da iluminação durante a presente existência. E essa crença cristaliza-se na forma de ações em prol do Kossen-rufu que visam à felicidade de si mesmo e de todos os outros. A convicção em alcançar a iluminação na presente existência e o juramento de promover o Kossen-rufu são fatores que correspondem à correta fé e ao correto ato de abraçar o Sutra de Lótus.
Por meio da prática individual e altruística de “abraçar o Sutra de Lótus” e de “recitar o Nam-myoho-renge- kyo”, o estado de Buda emerge do nosso interior. A suprema vida do estado de Buda está inerente no interior de todas as pessoas — isso é o que Daishonin ensina com a afirmação de que o Gohonzon “existe somente no corpo de mortais comuns como nós”.

Significado do Gohonzon em termos modernos
O presidente da SGI, Daisaku Ikeda, discorre sobre o Gohonzon inerente em nossa vida com as seguintes palavras: “Examinemos então a questão do objeto de devoção inerente à vida em termos modernos. O Nam-myoho-renge- kyo, além de ser a Lei fundamental do Universo, é a essência da vida supremamente nobre do estado de Buda. É a base do estado de vida supremo que o Buda atingiu. Acredito que é isso que Daishonin quer dizer com ‘inscrevi minha vida’. A Lei última do Universo e a vida do ‘Aquele que Chegou à Verdade’, que é una com essa Lei, são a essência do espírito e das ações do Buda. Isso compreende uma profunda empatia e benevolência por todos os seres vivos, um desejo de compartilhar o sofrimento das pessoas e ações cheias de sabedoria refletida na ação concreta voltadas fundamentalmente para erradicar o sofrimento do próximo. Daishonin compreendeu que essa Lei suprema é o Nam-myoho-renge- kyo, que ele descreveu como sua ‘vida’. Daishonin revelou o Nam-myoho-renge- kyo como o objeto de devoção fundamental para as pessoas dos Últimos Dias da Lei. Esse enfoque deu origem a uma religião do mais elevado humanismo. Muitas religiões da época atual, consciente ou inconscientemente, vêem o objeto de adoração ou de devoção como algo externo, um ser supremo ou uma realidade transcendental fora do ser humano. Porém, no século XXI, precisamos estabelecer um ensino de elevado humanismo que pregue que a vida de todas as pessoas possui igualmente um estado supremamente nobre. Portanto, a visão do Budismo de Nichiren Daishonin do objeto de devoção como algo inerente à vida é extremamente importante”. 2

O presidente Ikeda expõe que o Nam-myoho-renge- kyo revelado no Gohonzon é o próprio espírito de Nichiren Daishonin e é o objeto de devoção inerente na vida dele. Se Daishonin tivesse estabelecido estátuas do Buda Sakyamuni ou do Buda Amida como objeto de devoção, os crentes de Daishonin iriam se devotar a objetos externos à sua vida. Daí surgiria uma crença sob a dependência de budas e santos externos. Seria uma crença que nada teria a ver com o modo de vida de evidenciar o estado de Buda de dentro de si mesmo, de mudar o próprio destino e de superar as dificuldades do mundo real.

Notas:
1. As Escrituras de Nichiren Daishonin, vol. I, pág. 325.
2. Terceira Civilização, edição no 430, junho de 2004, pág. 18.
Fonte: Brasil Seikyo 17 de fevereiro de 2007 - edição nº 1880