


Wallace Moura, da Coordenadoria do Rio de Janeiro, entrou em contato com a BSGI em São Paulo, e me enviou a resposta do Sr. Paulo Endo, Coordenador de Estudos do Budismo da BSGI. Posto aqui, para que outras pessoas que tenham a mesma dúvida, entendam a razão da diferença das grafias.
"Oi, boa tarde!
Na verdade, não há muito com que se preocupar. Tanto em uma leitura como em outra, não está sendo truncada nenhuma sílaba. Ao se ler sílaba a sílaba, de fato, o mais correto seria da forma que está escrito no livro PHJ, isto é:
...Fu-shu-bu-setsu. Sho-i-sha-ga....
Ocorre que a sílaba tsu não é lida de forma tão acentuada. É como se fosse um tsu mudo. Na palavra setsu a sílaba acentuada é o se . Portanto, embora seja difícil representar aqui por e-mail, a leitura seria algo do tipo SEts
E, no contexto da recitação do Gongyo, esse tsu mudo acaba se interligando a palavra seguinte Sho-i-sha-ga e acaba ficando algo como Sê (ts) - Sho ficando mais próximo do Sê-Sho-- como está no livro da liturgia.
É claro que se a leitura for efetuada de forma lenta e pausada, sílaba por sílaba (o que na prática acaba não acontecendo durante a recitação do Gongyo), pode ser pronunciado como
Fu-shu-bu-setsu. Sho-i-sha-ga.
Não sei se consegui me expressar de forma satisfatória... Claro que, se for falada, a explicação seria mais fácil de entender....
Abraços,
Endo"
Deixo aqui meus agradecimentos ao Sr. Paulo Endo por sanar tal dúvida e espero que sua orientação ajude para cada vez mais nos imbuirmos com a essência do Sutra de Lótus, Nam-myoho-rengue-kyo.

3 comentários:
muito boa a esplicação porque aqui no meu broco quando a gente faz treinamento do liturgia tbm temos muitas duvida a respeito de algumas pronuncia essa era uma delas obrigado cezinha
Essa é a explicação correta -sou professor de japonês -. Ocorre naturalmente, nesse caso, a supressão do som da sílaba "TSU", em "BUSETSU".
Muito agradecido Professor Canella!
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