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"Ensinar as pessoas significa lubrificar as rodas para que as mesmas possam girar;

ou fazer flutuar um navio para que o mesmo possa ser movimentado facilmente. " (Nitiren Daishonin)


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Yoko Ono 1974

Navegando pela web me deparei com essa preciosidade e corri para postar aqui no Blog: Namyohorengekyo, por Yoko Ono, de seu disco "A Story" de 1974!


Agradecimentos a Roberta Campos!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Relato espírita de um Budista

Recebi um email que continha um relato fantástico e muito corajoso feito pelo Wanderson Nunes Ferreira, que aqui, com a devida autorização, divido com vocês.
"Eu fui espírita kardecista por aproximadamente 15 anos.
Neste período me dediquei a estudar a doutrina. Li os livros dos espíritos, dos médiuns e o evangelho segundo o espiritismo, entre outros.
Fiz vários cursos: Curso de desenvolvimento mediúnico, curso de passes espirituais, curso de terapias espirituais...
Desenvolvi minhas muitas mediunidades: psicografia, psicofônia, desdobramento, clarividência, ouvia o mundo espiritual, pictografia, entre outros...
Trabalhava no centro assiduamente às segundas, terças, quintas e sábados.
Foi um período muito bom na minha vida. Aprendi muito. Foi lá que aprendi sobre a lei de causa e efeito, reencarnação e vida após a morte.

Na época que ouvia espíritos e me comunicava com eles não percebia nenhuma conduta de baixo estado de vida. Pelo contrário, vivia feliz e muito mais equilibrado antes mesmo de chegar lá no centro.
Com o kardecismo aprendi a administrar melhor minha sensibilidade e desenvolver minha autocura. Acrescentou em muito as técnicas de autopasses, por exemplo. Cheguei a ter bons amigos espirituais que me acalentavam muito, os bons espíritos me assistiam e me passavam mensagens que ajudou em muitos períodos de crise, cresci e realizei uma verdadeira reforma íntima no meu ser.


Quando fui convidado a ser budista (e dia 06/07/2011 fez três anos) pensei muito nessa mudança. Deveria haver um significado maior nesta religião que superasse minhas expectativas diante do espiritismo cristão.
Eu já estava cansado do cristianismo, acredito que a mensagem do Cristo, um verdadeiro Buda, foi totalmente deturpada e moldada às manipulações do clero interesseiro e egoísta. Nada tem haver hoje a Bíblia dos verdadeiros propósitos do Cristo. [opinião minha].
Eu já percebia também que o espiritismo passa uma mensagem subliminar de pedinte. Você é encorajado a se libertar de várias amarras kármicas, mas ao mesmo tempo, a essência da doutrina te põe aos pés de um deus superior, espíritos superiores, anjos, mentores, o qual você tem que pedir, pedir, pedir...
Lembro de várias orações que praticávamos, além das espontâneas: Pai nosso.... o pão nosso de cada dia DAI-NOS hoje.... Senhor, FAZEI-ME instrumento de vossa paz.... perdoe nossos pecados... dai nos a fé e a razão, dai nos a caridade pura.... dai... dai... dai..... peço perdão, perdoai, perdoai...
Entendi, tempos depois, que não devia pedir perdão por nada. Que não existe nada e ninguém superior. Somos todos iguais, veja a contradição cristã:
"Deus fez o homem a sua imagem". Oras, se você faz alguém a sua imagem, como pode ser superior a ela? Deus é deus.
Ainda somos dotados de fraquezas e mazelas, mas o cristianismo prega um deus fora de você, uma cura fora de você, uma felicidade fora de você, distante, vindoura, num lugar que não é esse, não está em você.
Os cristãos só fazem lamentar, pedir para que se retire o mal, para que cessem os sofrimentos..... "oramos ao senhor nosso deus para que haja paz no mundo, pedimos que nunca nos deixe sofrer, oramos para nos conduzir pela paz, pedimos sua benção, pedimos que me perdoe, pedimos, pedimos.

Descobri no budismo de Nitiren Daishonin que não devemos pedir nada nem a deus, nem a ninguém. Somos responsáveis exatamente por aquilo que temos.
Se minha vida vai mal, não é castigo, é consequência. Isso significa que fiz algo antes que desencadeou o que vivo agora. Se quero um futuro melhor, de paz, saúde, prosperidade, "benção" ou boa sorte. Ninguém vai me dar isso, ninguém mesmo.
Eu é que tenho que fazer causas positivas, desafiar meu karma, talvez de preguiça, talvez de reclamão, de intolerante, de vítima, de ódio, eu e somente eu, tenho o destino nas minhas mãos, eu vou mudá-lo, eu transformo meu karma, minha vida e meu mundo a partir de bons atos, bons pensamentos, boas atitudes, ou seja, com criação de novos valores efetivando uma verdadeira revolução humana na minha vida.
Como pode, por exemplo, você tratar bem as pessoas que convivem com você, com amor, respeito, valorização, dar bom dia as pessoas de seu bairro, comunidade e cidade. Honrar seu pai e sua mãe, tecendo o diálogo com eles, sendo verdadeiro. Sendo menos mesquinho e possessivo nos relacionamentos amorosos, sendo menos sovina com seu dinheiro, menos capitalista e materialista.... adotar o humanismo como padrão de vida, semear a paz, conduzir as pessoas ao verdadeiro estado de felicidade.... como.... como ainda assim, você vive em lamentação, doença e desgraça? Não.

A partir do momento que você muda, que você transforma seu karma, que você se responsabiliza pela sua vida, por tudo que vive nela, que você tem que mudar sua sorte, seu destino, ninguém, nenhum deus irá interferir.
Porque você encontrou a verdadeira felicidade, é realmente feliz, independentemente das condições, nada é problema ou sofrimento, tudo é boa sorte e oportunidade de evidenciar o verdadeiro buda que existe dentro de você. Evidenciar o Deus que mora em você. Evidenciar o paraíso prometido que está dentro de você, com você e agora.
Foi isso que aprendi no budismo e selei de fato minha conversão à essa maravilhosa doutrina, filosofia e religião. O budismo é algo realmente libertador e encorajador para fazermos de nossas vidas exatamente aquilo que desejamos, sem precisar intermediários.

Nam-myoho-rengue-kyo.

Estou aberto para novos diálogos, gosto muito.
Wanderson Nunes Ferreira
wanderson_psico@yahoo.com.br
Converti-me em Corumbá/MS e sou filho dessa terra, de Jardim."

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Budismo e Skate

Há tempos que estava pensado em escrever sobre a relação entre Budismo e Skate, principalmente pelo fato de para se andar bem é necessário se viver no Aqui e Agora - sempre!
Comecei a rabiscar algumas coisas... mas acabei deixando de lado e perdendo as anotações. Aí vem o Rennê e manda essa no site da Pense Skate - muito bem mandada por sinal!!! Esse é o meu Chakubuku!!!



"A sabedoria de cair e levantar

Há algum tempo venho refletindo sobre a similaridade entre os ensinamentos que o skate e a prática budista possuem em comum.

 Mais do que cair e levantar, no skate você aprende a tentar. E tentar faz toda a diferença. Tentando você pratica o exercício da determinação, da auto-confiança, da coragem.


Praticando budismo você começa a perceber que tudo depende, acima de tudo, de você. A derrota está na sua mente, assim como a vitória. É você quem cria. 


No skate a gente logo percebe que errar faz parte do jogo e somente assim, se arriscando, que você evolui e aprende novas manobras. 


No budismo, da mesma forma, você começa a entender que os obstáculos da vida estão ali justamente para que você possa saber usá-los e retirar o melhor proveito deles, tornando-se assim uma pessoa melhor no universo.


No skate não adianta você ver revistas e vídeos se não for para a pista andar, praticar.


No budismo, a prática, junto com a fé o estudo formam um tripé fundamental.


No skate, você deve estar sempre de bem com a vida, tranquilo, com a cabeça desencanada para poder aproveitar a sessão e tudo que ela tem a te oferecer.


Com a prática budista você percebe o quanto você é capaz de influenciar o ambiente e as circunstâncias em que se encontra e por isso é fundamental cuidar da sua mente e de suas ações no dia-a-dia.


No skate, quantas vezes você sai pra dar um rolé despretensioso, sozinho e aquilo acaba se tornando um dia divertidamente inesquecível na companhia de amigos.


Na visão budista, nada acontece por acaso. Mais do que isso, você começa a entender que a sua relação cármica com as pessoas e os ambientes existem há unidades de tempo pouco mensuráveis e isso faz toda diferença na sua vida.


Na sessão de skate, pouco se quer saber onde o brother mora, sem tem dinheiro, se anda bem ou mal, trabalha, usa drogas, mora na sul ou na norte, tem patrocínio ou é crente. Todo mundo anda junto e misturado e essa diversidade gera uma química muito forte.


No budismo, todos possuem o Estado de Buda. Sem exceção. Todos tem as mesmas condições de alcançar esse estado supremo de vida e por isso há um repeito e consideração enorme pelo outro, gerando relações muito mais humanas.


No skate, você jamais esquecerá a primeira vez em que subiu em cima de um e provavelmente o amigo que te apresentou se tornará uma pessoa sempre lembrada, pra sempre.



No budismo você também acaba tendo uma profunda gratidão a pessoa que te apresentou a Lei Mística e certamente também vai lembrar dela e considerá-la pelo resto da vida.


Tenho a impressão de que se não fosse 3h40 da manhã e amanhã não houvessem tantos compromissos eu poderia ficar aqui mais um pouco só provocando relações entre a prática budista e a prática do skate.
O mais importante foi perceber o quanto ainda tenho a aprender com essas duas filosofias de vida."
Rennê Nunes
Publicado no site Pense Skate

domingo, 10 de julho de 2011

Determinação

Hoje um texto que que retirei no Facebook da Paula Zajdenverg pois achei sensacional e muito revelador sobre a nossa prática diária.


"Nitiren Daishonin afirma que:

A determinação, ou itinen, é algo que não pode faltar pois é o que possibilita a transformação de toda as circunstâncias a nossa volta.

Uma firme oração com a decisão de vencer qualquer obstáculo já é um grande passo para a vitória.

A sinceridade e a seriedade também são fundamentais.

As verdadeiras intenções, o que está no coração é o que direciona nossa mente e isso reflete em nossa vida como um todo.

Com que postura recitamos o Gongyo?

Será que o fazemos com o sentimento de estarmos participando de uma importante cerimônia diante do Buda Original?

Será que proferimos cada uma das palavras corretamente ou “fazemos de conta” que estamos realizando o Gongyo?

Como é o nosso Daymoku?

Será que realmente recitamos o “Nam myoho rengue kyo”, como aprendemos ao iniciarmos a pratica ou é só “algo” parecido com isso?

O que se passa em nossa mente quando oramos?

Todas as contas para pagar, o barulho da televisão, a poeira sobre os móveis, a posição das velas, ou realmente conseguiu ver a sua vida refletida no Gohonzon?

Com os ombros curvos e as mãos caídas, balançando as pernas, ou sentamo nos eretos, com as mãos firmimente unidas e olhando diretamente ao Gohonzon?

E o que enxergamos diante de nós?

Um simples pedaço de papel escrito ou significado de nossa existência e a nossa missão como Bodhisattvas da Terra?"

Fonte - Paula Zajdenverg, membro da BSGI