...

"Ensinar as pessoas significa lubrificar as rodas para que as mesmas possam girar;

ou fazer flutuar um navio para que o mesmo possa ser movimentado facilmente. " (Nichiren Daishonin)


sábado, 21 de janeiro de 2012

Ciência, Nam-Myoho-rengue-kyo, Gohonzon

Achei no grupo do Facebook "Budismo de Nitiren Daishonin" esse texto que achei genial e resolvi compartilhar aqui no blog.
É uma resposta da Maria Notoya à pergunta: "Poderia explicar cientificamente o efeito produzido sobre uma pessoa quando recita o Nam-Myoho-renge-kyo diante do Gohonzon?"


"Antes de mais nada, recitar o Nam-myoho-renge-kyo diante do Gohonzon é uma "conversação" entre a energia que existe intrinsecamente na vida do universo e na do homem; um fenômeno de interação entre a vida individual e a vida universal. A compreensão da vida humana não é total no estágio atual da ciência mas, se esta se desenvolver de maneira notável poderá explicar parcial e teoricamente o fenômeno "vida". Neste plano, há o que se chama de ritmo biológico: todos os seres vivos tem um ritmo constante que lhes é próprio e que se harmoniza com o da natureza.
Em sua obra intitulada Argumento Geral sobre a Medicina, o Dr. Sawagata, da Universidade de Osaka, diz: "Cada um possui em si sua própria vida, que é por conseguinte a razão de ser de sua individualidade. Em outras palavras, a vida parece uma onda que é parte integrante do imenso oceano da vida universal... Diz-se que é preciso dar a força da vida à cada homem, mas isso deve despertar nele a consciência da existência desta grande vida da qual cada vida é um elemento."

Esta frase explica que cada ser vivo possui um ritmo constante e próprio harmonizando-se com o da natureza.

O aspecto real da vida humana é de um lado, possuir a unidade interior animada por este ritmo biológico que se pode qualificar de "força motriz" e, de outro lado, desdobrar uma força ativa com respeito ao mundo exterior. Quando se busca em profundidade a razão de ser da vida e a fonte original da energia vital, pode-se chegar à concepção da vida do Universo. Eis o que é a filosofia da Lei Budista.


Por outro lado, a energia-vital, que brota da fonte original e criadora da vida do universo, possuiu sempre a força motriz e a força da ação. Estas duas forças são capazes forte e rapidamente, de ampliar o ritmo da vida ao nível do universo; seguramente, no Gohonzon, esconde-se a energia fundamental da vida que enche este universo. A recitação do Nam-myoho-renge-kyo é o meio de prática a fim de provocar uma ligação com o Gohonzon, em nível de ação humana. E é por isso que quando se pratica diante do Gohonzon empenhando todo o ser, a corrente da vida original do universo penetra na vida humana, fortificando a força motriz e a força da ação que aí existem intrinsecamente, dando-lhes o carácter de forças positivas. Por assim dizer, a recitação do Nam-myoho-renge-kyo tem por finalidade captar a energia original da vida do universo instaurando firmemente o ritmo da Lei Mística na vida humana. Em consequência, fortificando estas duas forças, uma boa saúde poderá ser adquirida graças à harmonia física do corpo adaptando-se bem ao ritmo da natureza.

Por outro lado, no domínio espiritual, poder-se-á manter um discernimento perfeitamente rigoroso e um raciocínio claro. Segundo a experiência médica, é possível por exemplo, pela audição contínua de um certo som, provocar a mudança do PH no sangue, acarretando assim uma modificação favorável ou desfavorável no corpo. Portanto, pela recitação do Daimoku, e graças ao seu ritmo harmonioso, pode-se favoravelmente manter o sangue a um grau de PH que convenha à vida.

Os músicos dizem que o Daimoku possui o compasso a 6/8, considerado um dos mais agradáveis. Pode-se dizer que o ritmo de Daimoku é, de modo notável, ao mesmo tempo o ritmo da natureza e o ritmo da vida humana.

Por outro lado, sobressai do estudo da psicossomática que o corpo e o espírito associam-se estreita e mutuamente. Numerosas experiências provem a possibilidade de se obter a felicidade através da força vital fortificada, no domínio físico e espiritual, pela recitação do Daimoku.

Se consideramos como "científica" a lei da causalidade, não se poderia dizer que a recitação do Daimoku dá formalmente a prova real, quaisquer que sejam as épocas, o lugar e a raça? E também que Nam-myoho-renge-kyo inscrito por Nitiren Daishonin é uma lei: a mais científica das leis?

Fonte: Texto publicado no grupo do Facebook "Budismo de Nitiren Daishonin" por Maria Notoya, redigitado a partir do artigo publicado na Revista Terceira Civilização - década de 80."

9 comentários:

Anônimo disse...

Tania17sch@hotmail.com. Cesinha, sou se São Paulo e praticante há 15 anos e confesso que desconhecia teu blog, até o fim do ano(2011), quando resolvi "navegar' pele internet. Agora, entro todos os dias, tem meme fortalecido muito e passo paraa amigos, principlamente meus 'chakubukus".Artigo belíssimo.

Serginho Noronha disse...

Muito bom Cesinha, faz tempo que não viajo por aqui. Que bom estar de volta.
Abraço
Serginho Noronha

Karla disse...

Obrigada por esclarecer esta dúvida de muitos anos. Meu pai me ensinou essa frase desde pequena, além de ter em um pequeno livro de minha batchan , mas nunca pude saber o que era realmente.

Margo Colon disse...

Oi Cesinha!Parabéns pelo blog. Sou Margo Colón praticante de muitos anos.Iniciei em Los Angeles com Wayne Shorter, Herbie Hancock e essa turma.
Sou esposa do percussionista Frank Colón e juntos fomos líderes da SGI em N.Y. por 25 anos. Eta tempo bom! Muitos shakubukus mesmo. Festivais mostrando a cultura brasileira e vai por ai.Agora estamos morando no Rio. Sérgio e Monica Noronha me conhecem.
Esclarecendo,o ritmo do daimoku é 6 por 4.
Pq o daimoku não é sincopado como o ritmo 6 por 8.
Boa sorte!





Cesinha Chaves disse...

Grato pela mensagem, Margo. Esclareço que a citação "Os músicos dizem que o Daimoku possui o compasso a 6/8, considerado um dos mais agradáveis." tem como fonte um "texto publicado no grupo do Facebook "Budismo de Nitiren Daishonin" por Maria Notoya, redigitado a partir do artigo publicado na Revista Terceira Civilização - década de 80."
Há também uma entrevista com o Sr Antonio Nakamura, Vice Presidente da BSGI onde ele diz que o Daimoku é compasso 8 oitavos, como vc pode conferir no link: http://jovempan.uol.com.br/videos/especialista-fala-de-exposicao-sobre-o-sutra-de-lotus-55887,1,0.
Ainda gostaria muito de ver escrito o andamento do Daimoku numa partitura juntamente com uma explicação para leigos. Já que música é sua praia, que tal abraçar essa? =)

Miranda disse...

Olá clara essência, que belo seu trabalho, sou budista a 4 anos , estou morando em Sp, em uma casa de familia evagelica, so da eu aqui fazendo daimoko rs gostaria muito de saber se vcs tem encontros aqui na zona sul? Um grande abraço a todos !!!

Cesinha Chaves disse...

Miranda, para grupos de estudos por favor entrar em contato direto com a BSGI pelo 0800 11-61 22, ou em SP (011) 3274-1800 ou pelo email informacoes@bsgi.org.br.

luis augusto cetnarowski disse...

Ola estou a procura do mantra completo,se alguem souber aonde encontro fico grato,,,,luis

Cesinha Chaves disse...

Caro Luis Augusto, na barra lateral, em SONS DO BUDISMO, tem vários MP3s com Daimoku (o mantra - prática principal) e Gongyo (prática secundária).